
O Banco Central (BC) recorreu da decisão monocrática do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou a realização de uma inspeção em seus documentos no âmbito da liquidação extrajudicial do Banco Master.
O relator do caso no TCU, ministro Jonathan Jesus, havia solicitado informações adicionais e autorizado a inspeção, classificando a liquidação como uma "medida extrema" e mencionando a possibilidade de uma cautelar para revertê-la.
Em sua contestação, o Banco Central argumenta que a decisão sobre a auditoria deveria partir do plenário do TCU, e não de um único ministro.
A disputa ganha novos contornos com a denúncia da jornalista Malu Gaspar de que influenciadores digitais teriam recebido propostas para disseminar a narrativa de que o BC agiu de forma precipitada.
A estratégia envolveria a divulgação de um despacho do TCU de 19 de dezembro, que dava 72 horas para o Banco Central se explicar, a fim de criar pressão popular sobre o caso. Segundo a denúncia, os influenciadores não aceitaram o trabalho.
O caso também é marcado por questões mal explicadas, como a atuação de parentes de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) na defesa do Banco Master, enquanto o processo está sendo julgado na própria corte, levantando questionamentos sobre conflito de interesses.
Soma-se a isso a informação de "aportes vultosos" depositados no escritório de advocacia responsável pela defesa. A complexidade do caso e a mobilização para frear as investigações sugerem que o desfecho pode envolver "peixe grande".