Biblioteca Mário de Andrade é alvo de roubo de gravuras

Polícia de São Paulo busca novos envolvidos no roubo de 13 gravuras de Portinari e Matisse, avaliadas em até R$ 4 milhões.

Biblioteca Mário de Andrade é alvo de roubo de gravuras
Roubo de gravuras do MAM
prefeitura.sp

A Polícia de São Paulo intensificou as buscas por novos suspeitos envolvidos no roubo de 13 gravuras da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital paulista. As obras, de Cândido Portinari e Henri Matisse, foram levadas no último domingo e são avaliadas em até R$ 4 milhões. O caso mobiliza forças municipais, estaduais e internacionais, após a Prefeitura comunicar o crime à Interpol para evitar que o material deixe o país.

As investigações avançaram após a prisão de Felipe dos Santos Fernandes Quadra, de 31 anos, detido em sua residência na zona leste de São Paulo. Segundo a polícia, ele já tinha passagens anteriores por furto, roubo e tráfico de drogas. As imagens do sistema de monitoramento Smart Sampa ajudaram a identificar parte do grupo que circulou pela área central carregando as gravuras logo após o crime.

Apesar da prisão, o paradeiro das obras segue desconhecido. As ilustrações pertencem à Biblioteca Municipal e estavam em exposição em parceria com o Museu de Arte Moderna (MAM). O museólogo do MAM e curador da mostra “Do livro ao museu”, Pedro Neri, destacou a relevância das peças para o patrimônio artístico brasileiro. Ele lembrou que o álbum Jazz, de Matisse, representa um dos principais trabalhos do artista nas vanguardas europeias, enquanto Portinari é um dos pintores mais representativos da arte moderna no país, com forte atuação nas décadas de 1940 e 1950.

O prefeito Ricardo Nunes afirmou que a Interpol foi acionada para impedir a saída das gravuras do território nacional. Ele reforçou que a Prefeitura trabalha em conjunto com a Polícia Civil e a Polícia Municipal para localizar todos os envolvidos. Nunes também mencionou outros casos recentes envolvendo patrimônio cultural e disse estar confiante na responsabilização dos criminosos.

A identificação dos suspeitos foi possível graças às câmeras instaladas na Biblioteca Mário de Andrade e nas vias próximas, que registraram o trajeto dos envolvidos após a invasão. O crime ocorreu no domingo, quando o grupo entrou no prédio, retirou as gravuras e deixou o local carregando o material pelas ruas do centro.

Com a investigação avançando, a polícia agora concentra esforços na recuperação das obras e na captura dos demais participantes do roubo. As autoridades afirmam que o grupo já está mapeado e que novas prisões podem ocorrer a qualquer momento.

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