
O Brasil lidera o ranking internacional de supersalários pagos a funcionários públicos, entre 11 países avaliados. Os dados fazem parte de um levantamento do movimento Pessoas à Frente, que analisou a remuneração de servidores em nações como Alemanha, Estados Unidos, Argentina, França e Reino Unido.
Segundo o estudo, o país possui 53 mil servidores ativos e inativos que recebem acima do teto constitucional, hoje fixado em pouco mais de R$ 45 mil. Esses valores ultrapassam o limite remuneratório estabelecido para o funcionalismo público e representam uma distorção significativa na estrutura salarial do Estado brasileiro.
O impacto desses supersalários no orçamento público é expressivo. De acordo com o levantamento, o gasto anual chega a R$ 20 bilhões, montante que pressiona as contas governamentais e amplia o debate sobre equilíbrio fiscal, transparência e gestão de recursos humanos no serviço público.