
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no INSS rejeitou o requerimento para convocar Fábio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão ocorre após denúncias envolvendo o chamado "careca do INSS", preso durante as investigações. Segundo autoridades, Lulinha teria supostamente recebido uma mesada de 300 mil reais, além de pagamentos que chegariam a 25 milhões de reais.
A acusação partiu de Edson Claro, ex-empregado do investigado, que afirmou estar sendo perseguido pelo mesmo. A recusa da CPMI em ouvir Lulinha provocou críticas dentro da própria comissão, especialmente entre parlamentares que defendem o aprofundamento das apurações sobre o esquema que teria desviado recursos de aposentados e pensionistas.
Além de barrar o pedido de convocação do filho do presidente, os parlamentares também rejeitaram os requerimentos para ouvir Jorge Messias, advogado-geral da União indicado por Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, e Leila Pereira, presidente do Palmeiras e proprietária da Crefis.
Por outro lado, a CPMI avançou em outras frentes. O colegiado aprovou a convocação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, instituição financeira investigada por supostas irregularidades em empréstimos consignados destinados a aposentados e pensionistas. Também foi aprovada a convocação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo. Ambos serão ouvidos sobre possíveis práticas ilegais relacionadas à oferta de crédito consignado.