
Após a captura de Nicolás Maduro, a então vice-presidente, Delcy Rodríguez, foi empossada como presidente interina da Venezuela. Em seu primeiro discurso, ela classificou a operação dos Estados Unidos como um "sequestro", embora tenha afirmado que pretende trabalhar em conjunto com o governo norte-americano.
A transição de poder, no entanto, não sinaliza uma mudança no regime. Grupos armados pró-governo foram vistos nas ruas e a repressão à liberdade de expressão continua. A detenção de jornalistas e a proibição de transmissões de eventos políticos seguem como práticas para silenciar vozes críticas, um padrão estabelecido durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
O país continua mergulhado em uma profunda crise humanitária, com hiperinflação, escassez de alimentos e serviços públicos em colapso, fatores que forçam a migração em massa de milhões de venezuelanos.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, Nicolás Maduro compareceu à sua primeira audiência, onde se declarou inocente das acusações.