
A Defesa Civil do Estado de São Paulo instala, na manhã desta terça-feira, um gabinete de crise para monitorar estragos provocados pelos temporais associados a um ciclone extratropical. O objetivo é coordenar, de forma integrada, as ações de resposta a ocorrências em diferentes regiões do estado, diante da previsão de clima severo nas próximas horas.
O gabinete começa a funcionar às 8h e permanece ativado pelo menos até quinta-feira. A medida reúne Defesa Civil estadual, prefeituras, órgãos de resposta e demais autoridades para garantir ações rápidas diante de enchentes, quedas de árvores, desabamentos e interrupções de energia, que tendem a aumentar com o avanço das tempestades.
Segundo o porta-voz da Defesa Civil estadual, tenente Maxwell, as próximas horas exigem atenção especial. Ele afirmou que entre terça e quarta-feira estão previstas condições de clima severo para o litoral, a Grande São Paulo e o Vale do Paraíba. Nessas áreas, os ventos podem atingir 90 km/h e os acumulados de chuva devem ser elevados, com risco de tempestades fortes e contínuas.
Antes mesmo do início oficial do gabinete de crise, regiões da capital e da Grande São Paulo já registravam chuva de baixa intensidade. Porém, segundo a Defesa Civil, o cenário tende a se agravar ao longo do dia, com maior probabilidade de transtornos. O levantamento das primeiras horas desta manhã confirma o quadro: desde a véspera, foram mais de 50 chamados para quedas de árvores, desabamentos e enchentes na capital e na região metropolitana.
Em São Caetano, no ABC, o teto de uma academia desabou parcialmente devido ao volume de água, deixando duas pessoas levemente feridas. Elas foram atendidas e liberadas no próprio local. No campus da USP, no Butantã, zona oeste da capital, houve queda de forro em duas faculdades, mas não houve feridos.
Além dos danos estruturais, o fornecimento de energia também foi impactado. Às 7h22, mais de 50 mil clientes permaneciam sem eletricidade na capital e em municípios da Grande São Paulo, especialmente Cotia, Itapevi e São Bernardo do Campo.
A Defesa Civil reforça que o gabinete de crise permitirá monitoramento contínuo e articulação direta com equipes de campo, evitando atrasos na chegada de socorro e no atendimento emergencial. O órgão orienta ainda que a população evite áreas alagadas, redobre a atenção em vias com queda de galhos e estruturas e acompanhe os alertas oficiais ao longo do dia.