
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou autorização para que ele receba visitas de um cardiologista e de um fisioterapeuta na superintendência da Polícia Federal, onde está preso. Os advogados também vão pedir novamente a concessão de prisão domiciliar humanitária, argumentando que o estado de saúde do ex-presidente teria piorado. A equipe jurídica baseia o pedido em laudos médicos e na idade de Bolsonaro, que tem 70 anos.
As informações foram divulgadas pelo repórter Felipe Campbell diretamente de Brasília. Segundo ele, ao longo desta semana Bolsonaro também deve voltar a receber familiares, conforme as regras estabelecidas pelo ministro Alexandre de Moraes.
Visitas familiares autorizadas pelo STF
A filha mais nova do ex-presidente, Laura, de 15 anos, foi autorizada a visitar o pai na quinta-feira, acompanhada da mãe, Michele Bolsonaro. A presença das duas juntas foi liberada por Laura ser menor de idade.
Outro filho de Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro, também recebeu autorização para comparecer à superintendência da PF no mesmo dia. No entanto, segundo as normas vigentes, ele deve permanecer separado dos demais familiares. O ex-presidente igualmente ficará separado durante as visitas, que terão duração de meia hora, conforme decisão de Moraes.
O ministro do Supremo determinou ainda que todas as refeições externas levadas por parentes e assessores sejam inspecionadas pelos agentes da PF. O procedimento foi estabelecido porque Bolsonaro tem optado por não consumir as refeições fornecidas pela instituição.
Moraes manda realizar perícia sobre situação de Augusto Heleno
Além das decisões relativas a Bolsonaro, Alexandre de Moraes determinou a realização de perícia médica para avaliar o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional.
O ministro do STF citou a existência de informações contraditórias apresentadas pelo militar e seus advogados. A defesa afirmou que Augusto Heleno sofre de Alzheimer e inicialmente informou que o diagnóstico teria sido feito em 2018, período em que ele chefiava o GSI durante o governo Bolsonaro. Após cobrança formal do ministro pelo exame que teria identificado a doença, a defesa corrigiu a data do diagnóstico para 2025.
O general da reserva foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, e a avaliação pericial deve auxiliar o Supremo a decidir se ele poderá cumprir a pena em regime domiciliar.