Eduardo Leite diz que rompimento de tornozeleira justifica prisão de Bolsonaro

Governadores, prefeitos e parlamentares avaliam efeitos da prisão do ex-presidente e projetam cenário eleitoral para o próximo ano.

Eduardo Leite diz que rompimento de tornozeleira justifica prisão de Bolsonaro
Repercussão política da prisão de Bolsonaro
Valter Campanato/Agência Brasil

A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro continuou repercutindo no meio político e movimentou lideranças em um evento realizado em São Paulo. A avaliação geral é de que o episódio mexe ainda mais com o cenário eleitoral para o ano que vem.

O encontro reuniu empresários, governadores e parlamentares, entre eles o presidente da Câmara, Hugo Motta. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que tinha presença confirmada, não compareceu ao jantar.

Ao chegar ao evento, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, foi questionado sobre a prisão do ex-presidente. Na avaliação do governador, a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica justifica, do ponto de vista legal, a decisão judicial. Ele lamentou, porém, o ambiente de polarização que marca o debate político no país.

Segundo Eduardo Leite, o episódio aprofunda o tensionamento entre grupos políticos, em um movimento no qual “um lado celebra enquanto o outro lamenta”. Ele afirmou que o país já viveu situação semelhante quando o então ex-presidente Lula foi preso, apontando que a alternância entre comemorações e lamentações não resolve os problemas estruturais do país.

Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema voltou a classificar a prisão de Bolsonaro como perseguição política. Para Zema, a direita deve lançar mais de um candidato à eleição presidencial do ano que vem. Ele afirmou que a presença de múltiplas candidaturas não representa divisão interna, pois, segundo disse, todos estarão unidos no segundo turno.

Romeu Zema afirmou ainda que governadores bem avaliados tendem a ter vantagem em seus estados e que o lançamento de dois, três ou quatro nomes não prejudica a unidade do campo político. Para ele, a multiplicidade pode até fortalecer a direita no processo eleitoral.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também participou do encontro. Ele voltou a defender o ex-presidente, embora tenha reconhecido dificuldades para compreender o rompimento da tornozeleira eletrônica. Na avaliação do prefeito, Bolsonaro estava sob forte tensão psicológica e fazendo uso de medicamentos.

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