
A família do general Augusto Heleno confirmou que sua defesa protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prisão domiciliar humanitária. O ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Jair Bolsonaro foi condenado a 21 anos de prisão em regime fechado pela Primeira Turma do STF por suposta participação em tentativa de golpe de Estado.
Segundo familiares, o quadro de saúde do general de 78 anos está “muito debilitado”. Ele recebeu diagnóstico de doença de Alzheimer em janeiro e realiza consultas e tratamentos desde 2018. Nos últimos sete anos, também enfrenta transtornos de depressão e ansiedade associados à demência mista — combinação da doença de Alzheimer com demência vascular em estágio inicial. As condições são progressivas e incuráveis.
Laudos médicos indicam deterioração rápida do estado de saúde desde 2024. Exames realizados por especialistas em geriatria e psiquiatria apontaram perda de memória recente, dificuldades de funções executivas, de linguagem e de orientação temporal, o que sugere evolução acelerada da demência. O general também apresenta limitações motoras e risco de quedas que podem agravar ainda mais seu quadro clínico.
Os relatórios médicos produzidos a partir do acompanhamento contínuo registram agravamento acentuado da condição neurológica. A esposa de Augusto Heleno, Sônia, tem atuado como cuidadora ao longo dos últimos anos, acompanhando o tratamento e a evolução das doenças.
O pedido de prisão domiciliar humanitária será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. Segundo Cláudio Humberto, não há, por ora, sinalização de que o pedido seja atendido. A decisão caberá ao ministro, que deverá avaliar os laudos médicos e as condições apresentadas pela defesa.