
A Avenida Francisco Morato, uma das vias mais movimentadas da capital paulista, foi totalmente liberada após nove meses de transtornos provocados pelo deslizamento de uma encosta ocorrido em fevereiro. A queda bloqueou por meses a faixa da direita — destinada aos ônibus — e deixou apenas uma faixa para carros e motocicletas, comprometendo a mobilidade de motoristas e pedestres que utilizam diariamente o corredor de acesso à Marginal Pinheiros.
Segundo o repórter Luiz Felipe Nunes, que acompanha o caso desde as primeiras reclamações enviadas por ouvintes da Rádio Bandeirantes, as obras emergenciais começaram apenas em setembro, sete meses depois do deslizamento. Com a instalação de cerca de 20 vigas de ferro e estruturas de contenção de madeira, o trecho na altura do número 5.800 foi reaberto, restabelecendo o fluxo normal de veículos e garantindo passagem segura aos pedestres, que antes precisavam circular por um espaço estreito e arriscado.
A retirada de lixo acumulado no local também contribuiu para melhorar a área, que registrou relatos frequentes de quedas e dificuldades de circulação. Apesar da liberação, parte da encosta ainda permanece instável. Uma árvore com raízes expostas, escorada por um poste, indica risco de novos deslizamentos caso ocorram chuvas fortes. As obras completas estão previstas para seguir até março de 2027.
A reabertura do trecho representa um alívio para motoristas, motociclistas e passageiros que vêm de Embu, Taboão da Serra, Vila Sônia e Vila Andrade em direção à Marginal do Pinheiros. Para a Rádio Bandeirantes, que recebeu inúmeras queixas de ouvintes ao longo do ano, a demora para intervenção expõe falhas na capacidade de resposta da prefeitura.
Durante o Jornal Gente, a bancada destacou a falta de agilidade para resolver um problema em uma das principais avenidas da cidade, especialmente em uma administração que dispõe do maior orçamento municipal do país. A liberação ocorre quase um ano após a chuva que provocou o deslizamento, em meio a críticas sobre a lentidão para recuperar uma via vital para o trânsito da zona oeste.