
O governo do Rio de Janeiro confirmou que as forças de segurança monitoraram a reação de criminosos às operações de retirada de barricadas em comunidades fluminenses. Segundo o governador Cláudio Castro, a situação exigiu atenção especial na região de São Gonçalo, onde circularam mensagens entre criminosos com ameaças de possíveis roubos em série.
As informações foram detalhadas durante agenda oficial nesta segunda-feira, quando o governo apresentou o balanço das incursões realizadas no estado. As operações identificaram inclusive tentativas de reposição de barreiras por parte dos grupos criminosos, o que levou à continuidade da presença policial nas áreas afetadas.
Região de São Gonçalo concentra maior tensão
De acordo com o governo, São Gonçalo se destacou como uma das áreas de maior preocupação devido à circulação de mensagens com ameaças de retaliação. A movimentação exigiu reforço do monitoramento e a continuidade das ações de retirada de obstáculos que impediam o acesso de moradores e equipes de segurança.
Tentativas de reinstalação de barreiras também foram alvo de investigação. As forças policiais avaliaram que os criminosos buscavam restabelecer dificuldades de circulação e retomar o controle sobre áreas estratégicas.
Mais de 2 mil toneladas de barricadas já removidas
Segundo o balanço apresentado, as operações de retirada de barricadas alcançaram 2.189 toneladas de materiais removidos ao longo de uma semana de incursões. O número corresponde à soma das ações realizadas em diferentes regiões do estado.
Somente nesta segunda-feira, as equipes de segurança estiveram em Costa Barros, na zona norte da capital; em São João de Meriti e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; e em São Gonçalo, na região metropolitana. Nessas localidades, foram retiradas 71 toneladas de barreiras.
As estruturas removidas variam de acordo com o tipo de bloqueio encontrado, mas incluem materiais utilizados para impedir o avanço de viaturas, dificultar o acesso de serviços públicos e fortalecer o domínio territorial de grupos criminosos.
Operações devem continuar diante de novas ameaças
O governo informou que o monitoramento permanece ativo, especialmente após a circulação de mensagens indicando possíveis roubos coordenados como forma de vingança às ações policiais. A estratégia envolve acompanhamento em tempo real e reforço das atividades preventivas.