
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou na manhã desta quarta-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja transferido da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para o hospital DF Star para a realização de exames médicos.
A decisão atende a um pedido da defesa após Bolsonaro ter sofrido uma queda na cela onde está detido. A autorização judicial estabelece um protocolo de segurança rigoroso para o deslocamento, que ficará sob a responsabilidade integral da Polícia Federal.
Na sua determinação, Moraes detalhou as condições para a condução do ex-presidente. O transporte e a segurança pessoal de Bolsonaro deverão ser executados pela Polícia Federal, que foi orientada a realizar a operação de maneira discreta.
Um dos pontos especificados pelo ministro é que o desembarque de Bolsonaro ocorra nas garagens do hospital, evitando a exposição pública e garantindo a segurança da operação. A medida visa a resguardar tanto o ex-presidente quanto a ordem no local, minimizando o impacto da movimentação em uma área de grande circulação.
O pedido para a avaliação médica foi motivado pelo estado de saúde do ex-presidente. Na terça-feira, o médico Brasil Caiado avaliou Jair Bolsonaro e informou que, embora não sinta dor, ele se encontra em estado apático e com tontura, permanecendo sob observação desde então. A queda na cela foi o estopim para a solicitação dos exames, que agora poderão ser realizados na unidade hospitalar, localizada a aproximadamente dois quilômetros da sede da Polícia Federal onde ele está preso.
Pouco após a divulgação da decisão de Moraes, a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, confirmou a autorização por meio de uma publicação em seu perfil no Instagram.
Na postagem, ela informou que já estava a caminho do hospital DF Star para acompanhar o ex-presidente durante a realização dos procedimentos médicos.