Morte em academia acende alerta para riscos no supino

Caso de homem que morreu após queda de barra durante o supino reacende debate sobre segurança, técnica e supervisão em academias.

Morte em academia acende alerta para riscos no supino
Morte em academia levanta alerta sobre supino
Reprodução

A morte de Ronald Montenegro, homem na casa dos 50 anos e praticante frequente de musculação há três décadas, reacendeu o debate sobre segurança e orientação adequada em academias. Ele faleceu nesta semana após a barra de ferro utilizada no exercício de supino cair sobre seu peito durante o treino. Embora tenha recebido atendimento imediato, não resistiu aos ferimentos.

O caso surpreendeu até profissionais experientes porque Ronald não era iniciante. Segundo especialistas, a causa mais provável do acidente foi a forma inadequada de pegar a barra — conhecida entre personal trainers como “pegada suicida”. A expressão, ainda que considerada infeliz, é usada para descrever uma técnica sem proteção adequada, que deixa a barra suscetível a escapar das mãos a qualquer momento. Profissionais ouvidos apontam que Ronald pode ter aprendido o movimento de forma equivocada no início da prática esportiva, repetindo-o ao longo dos anos sem perceber o risco envolvido.

Além da técnica incorreta, outro ponto ressaltado por educadores físicos é o fato de ele treinar sozinho. Mesmo para pessoas experientes, a recomendação é que exercícios com cargas livres — especialmente o supino — sejam feitos com supervisão de um profissional ou, ao menos, com apoio de outra pessoa que possa auxiliar em caso de imprevisto.

O personal trainer Diego Garcia, que atua há quase 20 anos, reforça que iniciantes tendem a buscar resultados rápidos e acabam aderindo a exercícios avançados sem domínio técnico. Garcia alerta que máquinas guiadas são mais seguras para quem está começando, por oferecerem maior estabilidade e reduzir a margem de erro. Ele destaca que a ansiedade por mudanças corporais, comum no fim do ano, leva muitos a aumentar cargas sem preparo, elevando o risco de acidentes.

Outro especialista ouvido, Ricardo Souza, que trabalha há décadas na área e presta consultoria em treinamento, afirma que há alternativas acessíveis para quem não tem condições de contratar acompanhamento presencial. Ele explica que algumas consultorias oferecem planos mensais entre 50 e 100 reais, com treinos personalizados baseados em questionários detalhados e vídeos demonstrativos para auxiliar na execução correta dos movimentos, incluindo o próprio supino.

Os profissionais reforçam ainda que, antes de iniciar qualquer atividade física, é essencial realizar avaliação médica para conhecer as condições de saúde e limitações individuais. A orientação adequada e a presença de supervisão são apontadas como elementos fundamentais para tornar a prática de musculação mais segura.

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