O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, confirmou nesta manhã a prisão de um homem suspeito de envolvimento no roubo de obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, localizada no centro da capital paulista. O crime resultou na subtração de 13 gravuras do acervo público.
Segundo informações divulgadas pelo prefeito em agenda oficial na Zona Norte, o suspeito foi detido após ser identificado pelas câmeras do sistema de monitoramento Smart Sampa.
"As câmeras do Smart Sampa identificaram ele passando na calçada e dialogando com o criminoso. Muito possivelmente, ele participou dessa atividade criminosa, mas não adentrando à Mário de Andrade", afirmou Nunes.
Identificação dos criminosos
Além da prisão do suspeito que deu suporte externo, a Polícia Civil já identificou um dos dois ladrões que efetivamente entraram na biblioteca. A identidade dele, no entanto, é mantida em sigilo para não comprometer o andamento das investigações.
A apuração revelou que os criminosos utilizaram uma van azul para a fuga. Imagens de segurança mostram o momento em que os ladrões retiram as gravuras de dentro do veículo e, posteriormente, as colocam de volta para escapar.
Até o momento, as 13 obras roubadas não foram recuperadas. A investigação aponta que os criminosos teriam levado o material para um imóvel no centro de São Paulo. O local chegou a ser monitorado pela polícia, mas, por cautela e falta de um mandado de busca e apreensão imediato, os agentes não adentraram o local.
Como medida de prevenção para evitar que o patrimônio histórico saia do país, a Prefeitura de São Paulo comunicou a Interpol, por meio da Polícia Federal. O objetivo é incluir as gravuras no banco de dados global de obras de arte roubadas, dificultando sua comercialização no mercado internacional.
