
O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, revelou uma nova estratégia para a Venezuela que condiciona o uso da receita do petróleo do país à compra de produtos americanos.
Em um anúncio feito via postagem na noite de quarta-feira, Trump detalhou que as compras incluiriam alimentos, remédios e equipamentos para a infraestrutura elétrica venezuelana.
Complementando a diretriz do presidente, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, apresentou um plano estruturado em três fases para a nação sul-americana.
A primeira fase foca na "estabilização", seguida pela "recuperação econômica" e, por fim, uma "transição de poder". Notavelmente, Rubio evitou usar o termo "eleição" e não estipulou um cronograma para que a transição ocorra.
Em declaração, o secretário reforçou a posição de influência dos Estados Unidos na questão. "Será de responsabilidade da população da Venezuela transformar o país deles. Nós nos preparamos com as condições certas, aproveitando nossa influência, incluindo o fato de que eles não podem mexer no petróleo sem a nossa permissão", afirmou Rubio, acrescentando que pretende "agir o mais rápido possível", mas sem se comprometer com prazos.
A iniciativa americana gerou reações. Segundo o ministro do interior venezuelano, Diosdado Cabello, um "ataque dos Estados Unidos na Venezuela foi responsável pela morte de 100 pessoas".
No cenário político americano, a condução da crise venezuelana tem elevado o perfil de Marco Rubio.