
A Prefeitura de São Paulo avalia a possibilidade de reajuste na tarifa de ônibus a partir de 2026. O tema voltou ao centro do debate com a chegada do fim do ano, período em que são discutidos aumentos de impostos, fechamento do orçamento municipal e definição dos custos do transporte público para o exercício seguinte. Segundo o prefeito Ricardo Nunes, a decisão ainda depende de estudos técnicos elaborados pela SPTrans, que devem ser apresentados nos próximos dias.
De acordo com informações apuradas junto a pessoas que participam do processo, existe a expectativa de que haja aumento na tarifa, embora o percentual ainda não esteja definido. O valor final dependerá dos dados que constarão no estudo técnico, que leva em conta uma série de variáveis que impactam diretamente o custo do sistema de transporte coletivo na capital paulista.
Entre os principais fatores considerados estão o preço do diesel, o dissídio salarial dos funcionários do setor, a estimativa de inflação, a variação do dólar e os custos com insumos como pneus e manutenção da frota. Todos esses elementos compõem o panorama financeiro do sistema e influenciam a decisão sobre eventual correção da tarifa.
O último reajuste da tarifa de ônibus em São Paulo ocorreu em 1º de janeiro, quando o valor passou de R$ 4,40 para R$ 5,00. Na ocasião, o aumento foi aplicado após quatro anos sem qualquer correção. Desde então, o tema tem sido discutido anualmente no fim do ano, quando a Prefeitura recebe os dados consolidados sobre o custo do transporte ao longo dos últimos 12 meses.
Em declaração, o prefeito Ricardo Nunes afirmou que ainda não recebeu o estudo da SPTrans e, por isso, não há definição sobre o reajuste. Segundo ele, o material costuma ser entregue após o dia 20 de dezembro, pois considera todo o histórico do ano. Após a apresentação, a Prefeitura se reúne com o Governo do Estado para discutir o cenário, principalmente por conta da integração entre os modais municipais e estaduais.
Nunes destacou que a intenção da administração municipal é trabalhar para evitar um aumento real da tarifa. De acordo com o prefeito, o objetivo ideal é manter o valor congelado. Caso isso não seja possível, a orientação é que qualquer reajuste não ultrapasse o índice de inflação.