Queda de Bolsonaro na prisão motiva pedido de domiciliar

Acidente, que pode ter sido causado por remédios, e queixa sobre ar-condicionado fundamentam nova estratégia dos advogados do ex-presidente.

Queda de Bolsonaro na prisão motiva pedido de domiciliar
A nova estratégia da defesa de Bolsonaro
Ton Molina/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu uma queda na madrugada de terça-feira na sala em que está preso, na sede da Polícia Federal em Brasília, um incidente que levou sua defesa a anunciar um novo pedido de prisão domiciliar. 

Equipes médicas investigam a possibilidade de que uma combinação de remédios para um quadro de soluços crônicos tenha causado desorientação, levando ao acidente.

Bolsonaro bateu a cabeça em um móvel e, após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi levado a um hospital para uma bateria de exames. O laudo apontou um traumatismo crâniano leve e lesões em partes moles na região temporal e frontal direita da cabeça, conforme explicou o cardiologista Brasil Caiado.

Segundo a Polícia Federal, o ex-presidente não acionou os agentes após o ocorrido. Os ferimentos só foram notados na manhã seguinte, durante a entrega do café da manhã. 

Na ocasião, Bolsonaro teria dito que se sentia bem. Seus médicos pessoais foram chamados após a chegada de sua esposa, Michele Bolsonaro, por volta das 9h, e a equipe jurídica solicitou a ida ao hospital.

O episódio se soma a outra queixa da família: o barulho constante de um ar-condicionado na cela, que estaria impedindo o sono do ex-presidente. A Polícia Federal já havia respondido ao STF que não há como desligar o equipamento nem transferir Bolsonaro de local. 

Diante da negativa e do novo quadro de saúde, Michele Bolsonaro confirmou a nova estratégia. "Ele não tem que estar em superintendência, ele tem que estar em prisão domiciliar", afirmou.

Em um desenvolvimento paralelo, o ministro Alexandre de Moraes declarou a nulidade de uma sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina para apurar as circunstâncias do atendimento a Bolsonaro, argumentando que não cabe ao órgão fiscalizar a Polícia Federal.

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