
A saúde de Bolsonaro voltou a ser tema no Supremo Tribunal Federal após a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro renovar o pedido de prisão domiciliar. Jair Bolsonaro foi internado em 24 de dezembro para cirurgia de hérnias na virilha e passou por procedimentos para conter crises persistentes de soluços.
Durante a internação, Bolsonaro realizou três bloqueios do nervo frênico, além de uma endoscopia que identificou esofagite e gastrite. Com base no quadro clínico, os advogados alegaram que a saúde do ex-presidente justificaria o cumprimento da pena em casa.
O pedido, no entanto, foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, que afirmou não haver fatos novos que autorizassem a mudança de regime. Moraes destacou que a Polícia Federal dispõe de plantão médico 24 horas, atendimento fisioterapêutico e alimentação controlada para Bolsonaro.
A decisão provocou reações da família e de aliados políticos. Carlos Bolsonaro criticou a negativa, afirmando que as condições de saúde foram ignoradas. Já o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, declarou que o ex-presidente seria alvo de perseguição.
A defesa informou que pretende insistir em um novo pedido de prisão domiciliar. O caso segue sob análise do Supremo, enquanto Bolsonaro permanece sob custódia da Polícia Federal.