
A investigação envolvendo o Banco Master ganhou novos desdobramentos após o ministro Dias Toffoli impor sigilo máximo ao processo. A medida, tomada enquanto o Supremo Tribunal Federal aguarda a sabatina de Jorge Messias, provocou uma série de questionamentos sobre a condução do caso e a falta de transparência na análise dos fatos.
Segundo o relato apresentado na abertura do Jornal Gente, o processo já tramitava em segredo de Justiça, que é legalmente uma exceção à regra da publicidade. O sigilo é aplicável, em geral, a situações que envolvem informações de caráter privado, como questões familiares ou íntimas. No entanto, no caso do Banco Master, o sigilo foi ampliado para seu nível máximo, impedindo inclusive a consulta ao nome dos advogados que atuam na causa e ao andamento processual.
A dúvida central levantada no programa foi sobre o motivo de o Supremo ter elevado o grau de sigilo.
Outro aspecto apresentado foi a relação de parentes de ministros com o Banco Master. A esposa do ministro Alexandre de Moraes teria atuado profissionalmente para o banco, e a esposa de Dias Toffoli teria sido sócia de um escritório que também representou a instituição financeira. Além disso, o banco teria financiado um evento no exterior que contou com a presença de ministros do Supremo, como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
O rombo investigado pode chegar a 12 ou 17 bilhões de reais, valores que seriam cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito, mecanismo que protege correntistas e investidores com garantia de até 250 mil reais.