
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, foi preso no aeroporto de Assunção, no Paraguai, ao tentar fugir para os Estados Unidos. Silvinei Vasques foi transferido para Brasília após passar a noite sob custódia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu.
Segundo a Polícia Federal, Silvinei Vasques saiu de casa na noite do dia 24 após retirar a tornozeleira eletrônica e percorreu cerca de 1.300 quilômetros, saindo de Santa Catarina, passando por Foz do Iguaçu e chegando à capital paraguaia. O primeiro alerta da tornozeleira foi registrado quando o equipamento parou de emitir sinal, e horas depois a bateria se esgotou. Quando a Polícia Penal foi até a residência do ex-diretor, ele já havia fugido.
No aeroporto internacional de Assunção, Silvinei Vasques foi detido com um passaporte paraguaio falso e um documento de identidade em nome de Júlio Eduardo, com dados incompatíveis. A polícia também encontrou uma carta e uma receita médica falsas, nas quais ele alegava ter câncer na cabeça e afirmava não poder falar ou ouvir.
Em depoimento inicial, o ex-diretor da PRF confirmou a tentativa de fuga e disse que pretendia seguir de El Salvador para Orlando, nos Estados Unidos. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a prisão preventiva de Silvinei Vasques. A defesa informou que foi surpreendida pela prisão e aguarda mais informações.
Silvinei Vasques foi condenado pelo STF a 24 anos e 6 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Segundo a Corte, ele atuou para monitorar autoridades e dificultar o deslocamento de eleitores, especialmente no Nordeste, durante o segundo turno das eleições de 2022. Ele cumpria prisão domiciliar em Santa Catarina porque o processo ainda está em fase de recursos. A tornozeleira eletrônica rompida ainda não foi localizada.