
A prisão de Felipe Martins foi decretada pelo Supremo Tribunal Federal após o ministro Alexandre de Moraes constatar o descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-assessor da Presidência no governo Jair Bolsonaro. Felipe Martins estava em prisão domiciliar desde 26 de dezembro de 2025, com uso de tornozeleira eletrônica e restrições rígidas.
Felipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão pela Primeira Turma do STF por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro. Entre as condições da prisão domiciliar estava a proibição do uso de redes sociais. Segundo a decisão, foi identificada movimentação em um perfil no LinkedIn associado ao ex-assessor.
A defesa alegou que o acesso à rede profissional teria sido realizado pelos advogados, com o objetivo de obter informações relevantes para o processo. No entanto, Alexandre de Moraes entendeu que a ação configurou uso indireto de rede social pelo condenado, caracterizando violação das medidas impostas.
Diante do descumprimento, o ministro revogou o benefício da prisão domiciliar, determinou o retorno imediato de Felipe Martins ao regime fechado e cancelou o uso da tornozeleira eletrônica. A decisão foi tomada no âmbito da execução da pena definida pelo Supremo.
O caso segue sob acompanhamento do STF, e novas informações devem ser incorporadas conforme o andamento do processo judicial.