
O Superior Tribunal de Justiça vai analisar um segundo habeas corpus apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O banqueiro está preso desde a semana passada, quando foi detido no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, enquanto se preparava para embarcar para o exterior.
Ontem, Vorcaro passou por triagem na sede da Polícia Federal e foi levado para o Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Segundo os advogados, ele seguiria para Dubai, onde assinaria a venda do Master a investidores dos Emirados Árabes Unidos.
A defesa apresentou ainda um resumo de despesas em hotel, indicando que Vorcaro desembolsou cerca de 520 mil reais por quatro noites na cidade. O dono do Banco Master é investigado por suspeita de crimes financeiros. O Master foi liquidado pelo Banco Central, e a estimativa é de que o esquema tenha causado um prejuízo de até 12 bilhões de reais ao sistema financeiro nacional.
Durante evento promovido pela FEBRABAN, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o caso reforça a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de supervisão. Segundo ele, irregularidades envolvendo o Master foram identificadas pelo BC, que notificou as autoridades conforme previsto na legislação.
Galípolo destacou que falhas desse tipo ocorrem em sistemas financeiros complexos e não são exclusivas do Brasil. Ele ressaltou, porém, a necessidade de resposta rápida para evitar a repetição de problemas semelhantes no futuro. O presidente do Banco Central enfatizou que o aprendizado e a inovação são fundamentais para fortalecer o ambiente regulatório e prevenir novas fragilidades.