
Congonhas opera com reflexos após temporal e mais de 160 voos cancelados
A situação no aeroporto de Congonhas segue instável nesta manhã, com grande movimento no saguão e passageiros ainda tentando remarcar viagens após o caos provocado pelo temporal que atingiu São Paulo. Embora a operação tenha sido normalizada, os efeitos da ventania que chegou a superar 90 km/h continuam impactando a rotina do terminal, que registrou mais de 160 voos cancelados entre chegadas e partidas.
A cidade também sente as consequências da tempestade. A Marginal Pinheiros, que estava parcialmente interditada após a queda de uma estrutura metálica na altura da Raia Olímpica da USP, já teve todas as faixas liberadas. Semáforos continuam apresentando falhas, alguns no amarelo piscante e outros apagados, o que deve provocar lentidão no horário de pico. O rodízio municipal de veículos permanece válido nesta manhã.
Reflexos no aeroporto e impactos nacionais
Com o clima estabilizado na região do aeroporto, Congonhas retomou as operações, mas ainda enfrenta acúmulo de passageiros devido à realocação de voos. Muitos viajantes que dormiram no aeroporto ou aguardam desde a noite anterior continuam na fila por novas opções de embarque.
O problema ultrapassou as fronteiras da capital paulista: o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, registrou mais de 20 voos afetados em razão da interrupção de Congonhas, ampliando a cadeia de atrasos no sistema aéreo nacional.
Passageiros relataram dificuldades para obter informações. Uma viajante contou que partiu do Rio de Janeiro sem qualquer aviso sobre a situação em São Paulo, enfrentando falta de comunicação ao desembarcar para a conexão. Outro passageiro relatou que o voo vindo de Brasília arremeteu e foi desviado para Belo Horizonte, onde os ocupantes permaneceram por três horas dentro da aeronave antes de retornar à capital paulista.
Parques fechados e reabertura gradual
Além do transporte aéreo e viário, parques municipais e estaduais foram fechados preventivamente devido ao risco de queda de árvores e estruturas. A Prefeitura e o Governo do Estado determinaram o fechamento temporário de áreas como o Parque Ibirapuera, cuja reabertura está prevista para esta tarde.
Parques concedidos à iniciativa privada tiveram orientações distintas. Água Branca e Vila-Lobos permaneceram abertos, enquanto outros administrados pela iniciativa privada seguiram a determinação de fechamento.