
O final de semana foi marcado por tensão internacional após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a situação na Venezuela. O fechamento do espaço aéreo venezuelano pelo governo americano levou a especulações sobre um possível ataque militar, temor que ganhou força diante do reforço da presença das Forças Armadas dos Estados Unidos na região do Caribe. No entanto, o próprio Trump pediu cautela e afirmou que suas palavras não deveriam ser interpretadas como sinal de uma ofensiva iminente.
A informação foi detalhada pelo correspondente Eduardo Barão, que acompanha os desdobramentos em Washington. Segundo ele, a ordem de fechamento do espaço aéreo provocou a percepção de que um bombardeio poderia ocorrer. Apesar disso, o presidente norte-americano recuou publicamente, afirmando não haver definições sobre eventuais ações contra o governo de Nicolás Maduro.
Trump também admitiu ter conversado com Maduro recentemente, esclarecendo uma dúvida antiga. Em outra ocasião, ao ser questionado sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, o republicano afirmou ter falado “ontem à noite com ele”. A Casa Branca, posteriormente, negou contato com Bolsonaro e descartou que a conversa tivesse sido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Barão, a confirmação agora é de que Trump havia se comunicado, na verdade, com Maduro.
O governo americano acusa embarcações que saem da Venezuela de transportar drogas e armas. Essa justificativa tem sido utilizada para sustentar a intensificação da vigilância e das operações militares na região. O maior porta-aviões do mundo está no Caribe, o que ampliou a preocupação sobre o rumo das ações.
Maduro, por sua vez, afirma que os Estados Unidos utilizam essas acusações como pretexto para tentar controlar o petróleo venezuelano. O líder chavista já realizou exercícios militares e não há informações claras sobre eventuais movimentos estratégicos, como deixar o país ou buscar apoio direto da Rússia. O cenário é classificado como incerto, tanto pelo governo americano quanto pela oposição interna dos Estados Unidos, que pressiona Trump a interromper qualquer escalada militar.