
A vacina do Instituto Butantan contra a dengue deve começar a ser aplicada em janeiro, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde. O imunizante, o primeiro do país com aplicação em dose única, já tem 1,3 milhão de doses prontas para serem distribuídas às equipes de saúde. A prioridade inicial será para trabalhadores da atenção primária, aqueles que atuam diretamente nas comunidades e fazem visitas domiciliares.
De acordo com o planejamento apresentado, a etapa inicial contempla profissionais que circulam diariamente em diferentes regiões e têm maior exposição ao vírus. A estratégia busca proteger quem mantém contato direto com a população e é responsável por orientar e monitorar casos suspeitos da doença.
Após essa fase, o Ministério da Saúde prevê que, ao longo do primeiro trimestre, as doses sejam aplicadas em cidades que apresentam maior prevalência histórica de dengue. A primeira delas será Botucatu, município que já participou de estudos anteriores relacionados ao imunizante. Nessa etapa, a vacinação começará pelas pessoas de 59 anos. Embora a vacina possa ser aplicada em indivíduos de 12 a 59 anos, ela ainda não está aprovada para idosos acima dessa faixa etária.
A previsão é que a vacinação para o público geral tenha início somente no segundo trimestre do próximo ano. Assim como nas etapas anteriores, a imunização começará novamente pelas pessoas de 59 anos e seguirá de forma decrescente até alcançar o grupo mais jovem contemplado, formado por adolescentes de 12 anos.
Nos testes clínicos, a vacina do Butantan apresentou eficácia geral de 74%. Mais significativo ainda, nos poucos casos em que participantes imunizados contraíram a doença, não houve registro de hospitalizações, indicando 100% de proteção contra quadros graves.
O Instituto Butantan afirma que poderá entregar 30 milhões de doses até o segundo semestre do próximo ano.
Enquanto isso, o Ministério da Saúde informou que já adquiriu 9 milhões de doses da vacina do laboratório japonês Takeda, aplicada em duas doses e destinada a crianças de 10 a 14 anos. Mais de 7 milhões dessas doses já foram aplicadas no país.