
As buscas se concentram na área do desabamento de uma casa
Divulgação
Nelson Ricardo Ferreira da Costa e mais cinco pessoas morreram por conta do forte temporal que atingiu Petrópolis no último domingo (20). Jussara Belarmino Souza, Heloisa Helena Caldeira da Costa e Carmelo de Sousa já foram identificados. 1 pessoa segue desaparecida e outras 2 ainda não foram identificadas. O corpo de bombeiro concentra as buscas na Rua Washington Luiz, no Centro da cidade, onde uma casa desabou depois de um deslizamento de terra.
Nessa tragédia duas histórias se entrelaçam. Nelson e Mario, dois amigos e professores universitários, que estavam na mesma casa quando ela foi à baixo.
“A gente tinha um contato muito próximo. Era um professor incrível, tinha um conhecimento incrível. Dizia para ele que um dia iria viajar com ele, mas infelizmente não tive essa oportunidade. Não deu tempo. Eu fiquei com coração muito apertado, angustiado. Tive esperança até o último minuto que ele seria resgatado com vida. O petropolitano não aguenta mais essas tragédias, de pessoas que se foram, nós não queremos mais isso. A gente precisa de um projeto responsável do poder público para que isso não se repita”, disse Carlos Miranda, jornalista, professor universitário e amigo do Nelson.
A chuva do último final de semana foi a maior já registrada na cidade. Em 24 horas, choveu cerca 530 milímetros. Na tragédia do dia 15 de fevereiro, quando 234 pessoas morreram, foram registrados 260mm.
“Ela não tinha como se locomover, estava obesa, precisava de ajuda, mas não deu tempo (mãe do Nelson, Heloisa Helena). Eu penso que eles (Mario e Nelson) ficaram com muito medo de sair. Falei com ele ontem (20) de noite, insisti para ele ir embora. Depois das 21 horas, perdemos o sinal. Agora fica a esperança, vamos esperar aqui”, comentou Maria de Fátima Lopes de Queiroz Carvalho, mãe de Mario Augusto.
Cães farejadores estão sendo usados para tentar identificar onde as vítimas podem estar. Os animais alertaram sobre três áreas específicas no local onde a casa caiu.
“A gente trabalha, no momento com 30 militares. Pela manhã, nossos cães passaram por aqui e indicaram três pontos de interesse. Agora o trabalho permanece no desmanche manual, que consiste nos bombeiros tirarem concreto, galhos e outros objetos. A dificuldade que temos no momento é do tempo instável e do solo. Nós continuamos a trabalhar desde que as chuvas permaneçam fracas ou na ausência delas, que é o caso do momento”, explicou o comandante do Corpo de Bombeiros, Fábio Contreiras.
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