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Oscar: Ainda Estou Aqui é o 4º mais buscado entre indicados a Melhor Filme

Fernanda Torres, protagonista do filme de Walter Salles, lidera entre as indicadas ao prêmio de Melhor Atriz

José Florentino
JOSÉ FLORENTINO

23/01/2025 • 15:18 • Atualizado em 23/01/2025 • 15:18

"Ainda Estou Aqui"

"Ainda Estou Aqui"

Divulgação

É um dia histórico para o cinema brasileiro! “Ainda Estou Aqui” foi indicado a três categorias do Oscar nesta quinta-feira (23), incluindo a de Melhor Filme. É a primeira vez que um longametragem nacional concorre ao prêmio máximo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, além de Melhor Filme Internacional.

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O filme foi o quarto mais buscado no mundo entre os indicados na categoria de Melhor Filme nas primeiras 4 horas após a divulgação da lista, de acordo com o Google Trends. O pódio de interesse ficou com “Emilia Pérez”, “O Brutalista” e “Anora”.

A popularidade do longa pode ser atribuída ao trabalho intenso de divulgação. O elenco e o diretor Walter Salles viajaram por várias semanas para divulgar o filme fora do país.

Mas o marketing orgânico brilhou nas últimas semanas e pode ter feito a diferença: os brasileiros inundaram de curtidas a foto de Fernanda Torres no perfil de Instagram da Academia (@theacademy) — são quase 3 milhões de curtidas, um recorde para a página.

O país foi o segundo com maior interesse de busca pelo Oscar no Google, em 2025. O Brasil ficou atrás apenas da Letônia, que emplacou a animação “Flow” entre as indicações a Melhor Filme Internacional.

Por falar na categoria dedicada a obras estrangeiras, “Ainda Estou Aqui” é o segundo com mais interesse de busca, depois de “Emília Pérez”, que levou o Globo de Ouro.

A atriz brasileira Fernanda Torres foi indicada ao prêmio de Melhor Atriz, prêmio que arrematou no Globo de Ouro duas semanas atrás. Ela lidera o interesse de busca global pelas atrizes concorrentes, com certa vantagem sobre Karla Sofía Gascón.

Em entrevista em 1998, Fernanda Torres chegou a dizer que o “Oscar nunca ia rolar”. A torcida é que a previsão esteja completamente errada. A vitória da obra de Walter Salles seria um respiro em um tempos de ameaças constantes à democracia. O filme é um retrato preciso e sensível do terror que foi a Ditadura no Brasil e do seu efeito sobre famílias como a de Rubens Paiva, sequestrado e morto pelos militares.

Que venham as estatuetas!

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