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O que as buscas no Google revelam sobre a crise na Venezuela

Levantamento da Sala Digital mostra quais países e regiões acompanham de perto os desdobramentos do caso Maduro após a operação dos EUA

Da redação
DA REDAÇÃO

05/01/2026 • 17:45 • Atualizado em 05/01/2026 • 17:45

Trump e Maduro

Trump e Maduro

Reprodução/Reuters

A crise na Venezuela voltou a ocupar o centro do noticiário internacional e também das buscas na internet. Nesta segunda-feira, 5, Nicolás Maduro e Cilia Flores, sua esposa, compareceram pela primeira vez a um tribunal federal em Manhattan, Nova York, para uma audiência inicial de custódia. Ambos se declararam inocentes e afirmaram ter sido “sequestrados” durante a operação que os levou aos Estados Unidos.

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O processo se baseia em uma denúncia apresentada no Distrito Sul de Nova York (SDNY), que descreve acusações como narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos e conspiração para a posse desses armamentos.

O episódio abriu uma segunda arena: a opinião pública global. Um levantamento da Sala Digital, uma parceria entre o Google e a Band, mostrou que as pessoas estão buscando informações sobre essa crise, especialmente entre as nações diretamente envolvidas. Confira a seguir o que as buscas revelam sobre o comportamento da audiência.

Onde o mundo está mais atento

Segundo a Sala Digital, a América do Sul aparece como o principal polo de interesse por informações sobre a crise, com um registro significativamente maior do que o da América do Norte, mesmo tendo os Estados Unidos como protagonistas da operação.

Ou seja, pelo menos no Google, os norte-americanos estão bem menos interessados nos desdobramentos da captura de Nicolás Maduro. Já entre os sul-americanos, há receio sobre impactos diretos em migração, fronteiras, comércio, energia e estabilidade regional.

Cuba e Colômbia no radar de Trump

Quando a análise é feita entre os países da América Latina, a Venezuela aparece em primeiro lugar como a nação mais interessada por informações. Na sequência estão Cuba e Colômbia. Nesse caso, o comportamento de busca se mistura à reação às declarações públicas feitas por Donald Trump nos últimos dias.

Questionado sobre uma ampliação das operações, Trump disse que Cuba é “um caso interessante” e sugeriu que o país parece “não estar indo muito bem”. Sobre a Colômbia, fez ataques diretos ao presidente Gustavo Petro e respondeu “parece uma boa ideia” ao ser questionado sobre a possibilidade de uma operação no país.

Petro reagiu em tom duro em uma publicação nas redes sociais. Afirmou que havia jurado não voltar a pegar em armas, mas que, “pela pátria”, voltaria.

Uma escalada retórica que amplia a incerteza e, como mostram os dados da Sala Digital, alimenta novas ondas de buscas e preocupações.

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