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Pena de morte: EUA têm 4ª execução por fuzilamento em 50 anos

Brad Sigmon assassinou os pais de sua namorada na Carolina do Sul em 2001

Da redação
DA REDAÇÃO

08/03/2025 • 16:07 • Atualizado em 08/03/2025 • 16:07

O estado da Carolina do Sul, na costa leste dos Estados Unidos, concluiu na noite de sexta-feira (7) a execução de Brad Sigmon. O homem foi condenado em 2002 por, um ano antes, assassinar os pais de sua então namorada com um taco de beisebol.

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De acordo com a Sala Digital, parceria da Band com o Google, a morte de Sigmon levou ao maior interesse de buscas sobre pena de morte nos Estados Unidos desde setembro do ano passado, quando cinco pessoas foram executadas em uma única semana. Um fator chama a atenção neste caso: o método da execução.

Brad Sigmon foi morto por fuzilamento, sendo esta apenas a quarta vez que o formato é usado nos Estados Unidos desde 1976 – ano em que a Suprema Corte validou a pena de morte em um julgamento. Desde então, o país registrou 1.613 execuções e possui cerca de 2.250 pessoas no “corredor da morte”, aguardando cumprimento da sentença. Os dados são do Death Penalty Information Center.

O caso anterior de execução por fuzilamento aconteceu há 15 anos, em 2010, com Ronnie Lee Gardner, em Utah. Ele foi condenado após matar um homem na tentativa de fuga de um tribunal em 1985, onde já respondia por assassinato e roubo.

A escolha pelo método, porém, é do próprio condenado. Segundo os advogados de Sigmon, ele não quis nem a cadeira elétrica, que “o cozinharia vivo”, nem a injeção letal, por temor da sensação de afogamento – a fórmula do composto é mantida sob sigilo pela Carolina do Sul.

Brad Sigmon foi executado aos 67 anos, quase 25 anos após o crime | Reprodução/South Carolina Department of Corrections

Brad Sigmon foi executado aos 67 anos, quase 25 anos após o crime | Reprodução/South Carolina Department of Corrections

Ele foi amarrado a uma cadeira, com um capuz na cabeça, uma roupa preta e um alvo no coração. Os disparos foram feitos por três voluntários armados com rifles e o condenado foi declarado morto às 18h08 no horário local.

Em sua declaração final, Brad Sigmon afirmou: “Quero que minha declaração final seja de amor e um chamado aos irmãos cristãos para que nos ajudem a acabar com a pena de morte.”

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