
Manifestante dispara fogos de artifício em protesto contra a imigração, em Los Angeles
REUTERS/Daniel Cole
A cidade de Los Angeles, na Califórnia, tem sido palco de uma onda de protestos desde sexta-feira, 6, após uma operação do Serviço de Imigração e Controle Alfandegário (ICE) que resultou na prisão de pelo menos 118 imigrantes e provocou confrontos violentos com a população local.
A mobilização rapidamente ganhou repercussão internacional e gerou uma onda de buscas no Google. Internautas dentro e fora dos Estados Unidos querem saber: o que está acontecendo em Los Angeles? Por que as pessoas estão protestando?
Segundo dados da Sala Digital, uma parceria entre a Band e o Google, o interesse de buscas por ‘protestos’ nos Estados Unidos atingiu o maior patamar desde janeiro de 2021, período marcado pela invasão ao Capitólio.
O que motivou os protestos?
A série de batidas migratórias aconteceu principalmente no bairro de Paramount, uma região com maioria de população latina e reconhecida por políticas locais que limitam a cooperação com autoridades federais de imigração, as chamadas “cidades-santuário”. A operação do ICE foi vista como uma provocação direta à autonomia da cidade.
Segundo uma reportagem da BBC Brasil, aproximadamente oito em cada dez moradores da região são de origem latina. E os protestos começaram após a prisão de trabalhadores em supermercados, canteiros de obras e centros de distribuição.
Durante as manifestações, houve confronto entre agentes do ICE e moradores. Coquetéis molotov, spray de pimenta, balas de borracha e barricadas em chamas marcaram a noite de sábado. No domingo 8, o presidente Donald Trump, ordenou o envio de cerca de 2 mil soldados da Guarda Nacional da Califórnia à região, sem o consentimento do governo estadual, com a justificativa de “restaurar a lei e a ordem”.
A presença das tropas apenas aumentou a tensão. Manifestantes bloquearam vias com carros incendiados, enquanto forças de segurança responderam com gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral.
Nas redes sociais, Trump entrou em confronto direto com autoridades locais. O governador Gavin Newsom e a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, classificaram a medida como um “abuso de poder” e um ataque à soberania estadual.

