Anvisa aprova cinco novas canetas para diabetes e obesidade
A Anvisa aprovou o registro de cinco novas canetas voltadas para o tratamento de diabetes e obesidade, contendo os princípios ativos semaglutida e
A Anvisa aprovou o registro de cinco novas canetas voltadas para o tratamento de diabetes e obesidade, contendo os princípios ativos semaglutida e liraglutida. Com essas liberações, o Brasil passa a somar 20 registros desse tipo de medicamento, ampliando gradualmente as opções disponíveis nas farmácias. Impacto nos preços e o peso no bolso dos pacientes Historicamente, o principal obstáculo para milhares de brasileiros que necessitam do tratamento tem sido o alto custo das canetas emagrecedoras: Histórico de preços: O primeiro medicamento do tipo chegou ao país no final de 2019 (Ozempic, com semaglutida), comercializado atualmente por cerca de R$ 1.000 mensais. Novas opções e genéricos: Em 2025, o mercado recebeu o Mjaro (tirzepatida), com custo médio de R$ 1.500. Com a queda de patentes de medicamentos anteriores, surgiram versões mais acessíveis, como o Olire (cerca de R$ 400 por mês) e o genérico da semaglutida, também na faixa de R$ 400. A expectativa do setor é que a chegada dos novos remédios aprovados pela Anvisa aumente a concorrência e force uma queda geral nos preços cobrados aos pacientes. Benefícios à saúde e estudos no SUS Especialistas destacam que o impacto dessas medicações vai muito além do controle do peso ou do diabetes, atuando diretamente na redução de riscos cardiovasculares graves, como infarto e derrame. Paralelamente, o Sistema Único de Saúde (SUS) realiza estudos técnicos e de impacto financeiro para avaliar a viabilidade de incorporar o tratamento na rede pública, o que geraria economia populacional a médio e longo prazo. Alerta contra o mercado paralelo O alto valor comercial das canetas e a forte busca por motivações estéticas impulsionaram um mercado clandestino perigoso. Autoridades sanitárias alertam que a aquisição de substâncias em fontes duvidosas ou pela internet traz riscos severos à saúde, uma vez que o paciente perde a garantia de procedência, qualidade e segurança daquilo que está aplicando no próprio corpo.
