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Saúde

Apreensão de canetas emagrecedoras ilegais dispara e acende alerta no país

Mercado clandestino provoca prejuízo de R$ 17 bilhões ao setor; manipulação inadequada traz risco

2 min

28/08/2026 06:00 • Atualizado há 57 dias

Apreensão de canetas emagrecedoras ilegais dispara e acende alerta no país

O mercado clandestino de medicamentos registra um crescimento recorde no país, impulsionado pela alta demanda por tratamentos estéticos e pela busca por alternativas mais baratas às canetas emagrecedoras oficiais.

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De acordo com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), a Receita Federal apreendeu R$ 47 milhões em dispositivos ilegais apenas no primeiro semestre deste ano --o que representa uma alta de 38% em comparação a todo o montante recolhido ao longo de 2025.

A pirataria e o contrabando desses fármacos provocaram um impacto severo no setor farmacêutico. O prejuízo anual decorrente do mercado ilegal, que até o ano passado era de R$ 10 bilhões, saltou para R$ 17 bilhões com o avanço acelerado do comércio clandestino dessas canetas, registrando uma alta de 60%.

Recentemente, ações de fiscalização resultaram na apreensão de ampolas falsificadas da substância tirzepatida no Rio de Janeiro, avaliadas em aproximadamente R$ 3.000. O produto vinha sendo comercializado fora dos canais oficiais de venda e sem qualquer certificação de segurança.

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Riscos de contaminação

O avanço do comércio ilegal preocupa especialistas e autoridades de saúde devido às condições sanitárias em que os produtos são adulterados. Criminosos costumam diluir o princípio ativo original das canetas utilizando substâncias comuns, como água destilada ou soro fisiológico, para aumentar o rendimento dos dispositivos falsificados.

Todo o processo de envase ocorre fora de padrões estéreis, o que expõe os consumidores diretamente à contaminação microbiológica por agentes externos.

Se forem manipulados num ambiente que não é estéril, a chance de contaminação de você levar lá para dentro desse produto bactérias, fungos, seja lá o que for, microorganismos... o céu é o limite para os problemas. --nutróloga Marcella Garcez

Casos graves em hospitais

A utilização de medicamentos falsificados ou adulterados já provoca impactos diretos nos prontos-socorros brasileiros. Médicos e hospitais têm registrado um aumento nos relatos de complicações graves associadas ao consumo dessas substâncias clandestinas.

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Entre as ocorrências de maior gravidade identificadas em pacientes que utilizaram os produtos estão casos de pancreatite aguda, problemas intestinais severos e quadros de trombose.

Para evitar a compra de medicamentos falsificados, a recomendação das autoridades sanitárias é que o paciente adquira emagrecedores e outros fármacos exclusivamente em farmácias conhecidas, credenciadas e devidamente certificadas.

Além disso, é fundamental que o consumidor exija a emissão de nota fiscal no momento da compra, único documento que assegura a rastreabilidade, a origem legal e a legitimidade do medicamento adquirido.

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