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AVC: conheça 6 sinais de alerta e saiba quando chamar o Samu

Atendimento rápido pode salvar vidas e reduzir sequelas; veja os principais sintomas e como funciona o tratamento.

4 min

26/10/2026 10:51 • Atualizado há 2 horas

AVC: conheça 6 sinais de alerta e saiba quando chamar o Samu

Foto: Divulgação

Dificuldade para falar, perda de força em um dos braços ou boca torta. Esses são alguns dos sinais de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma emergência médica em que cada minuto pode fazer a diferença para evitar sequelas graves e até a morte.

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Às vésperas do Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro, o Hospital Angelina Caron, localizado em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, alerta para a importância de reconhecer os sintomas e procurar atendimento médico imediatamente.

O AVC acontece quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido ou quando ocorre o rompimento de um vaso sanguíneo. Nos dois casos, a falta de atendimento rápido pode provocar danos permanentes às células cerebrais.

O que acontece quando um paciente com AVC chega ao hospital?

Quando um paciente chega ao pronto-socorro com suspeita de AVC, a equipe médica inicia uma avaliação clínica e neurológica para identificar os sintomas e a gravidade do quadro.

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Em seguida, são realizados exames de imagem, principalmente a tomografia computadorizada de crânio, que permite identificar o tipo de AVC e definir o tratamento mais adequado.

Existem dois tipos principais:

  • AVC isquêmico: acontece quando um coágulo obstrui um vaso sanguíneo, impedindo a circulação do sangue no cérebro.
  • AVC hemorrágico: ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe, provocando sangramento no cérebro ou nas regiões próximas.

A identificação do tipo de AVC é fundamental, já que os tratamentos são diferentes.

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Tratamento pode ser realizado até quatro horas e meia após os sintomas

Segundo Eduardo Hummelgen, coordenador do Serviço de Neurologia e Neurofisiologia do Hospital Angelina Caron, pacientes com AVC isquêmico podem receber um tratamento chamado trombólise química, que utiliza medicamentos para dissolver o coágulo e restabelecer a circulação sanguínea.

"Em geral, esse tratamento deve ser iniciado em até quatro horas e meia após o início dos sintomas, desde que o paciente atenda aos critérios clínicos necessários", explica o especialista.

O médico ressalta que esse período inclui não apenas o atendimento hospitalar, mas também o tempo gasto entre o aparecimento dos primeiros sintomas e a chegada ao pronto-socorro.

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A indicação da trombólise depende de avaliação médica, pois nem todos os pacientes podem receber o medicamento.

Quais são os principais sintomas de um AVC?

Os sintomas podem aparecer de maneira repentina e nem sempre ocorrem ao mesmo tempo. Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Fraqueza em um lado do corpo: dificuldade para movimentar um braço, uma perna ou parte do rosto.
  • Alterações na fala: dificuldade para falar, formar palavras ou compreender outras pessoas.
  • Boca torta: assimetria facial, quando um dos lados do rosto perde os movimentos normais.
  • Problemas de visão: perda repentina da visão ou dificuldade para enxergar.
  • Tontura e perda de equilíbrio: dificuldade súbita para caminhar ou coordenar movimentos.
  • Dor de cabeça intensa: principalmente quando aparece de repente e é diferente das dores habituais.

Ao perceber qualquer um desses sinais, a recomendação é ligar imediatamente para o Samu, pelo telefone 192, sem esperar que os sintomas desapareçam.

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Também é importante informar aos profissionais de saúde o horário em que os sintomas começaram ou quando a pessoa foi vista sem eles pela última vez.

Recuperação do AVC pode começar ainda no hospital

Após o atendimento de emergência, o paciente pode precisar de acompanhamento de diferentes profissionais para recuperar movimentos, fala e outras funções comprometidas.

A reabilitação envolve fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, médicos e equipes de enfermagem.

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O tratamento deve começar assim que as condições clínicas permitirem e pode continuar mesmo depois da alta hospitalar.

Como prevenir um AVC?

Além do atendimento rápido, especialistas destacam que os cuidados com a saúde cardiovascular são fundamentais para reduzir os riscos da doença.

Segundo a cardiologista Nayara Pravato Maziero, do Hospital Angelina Caron, determinadas alterações do coração podem favorecer a formação de coágulos que chegam ao cérebro.

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"Algumas arritmias, como a fibrilação atrial, podem favorecer a formação de coágulos dentro do coração. Quando um desses coágulos se desprende e chega à circulação cerebral, pode provocar uma obstrução e desencadear um AVC", explica.

Entre as principais medidas de prevenção estão o controle da pressão arterial, do diabetes e do colesterol, além da prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada e abandono do cigarro.

Pessoas com doenças cardiovasculares também devem manter acompanhamento médico e seguir corretamente os tratamentos prescritos.

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A principal orientação é não ignorar os sinais: quanto mais cedo o paciente receber atendimento, maiores são as possibilidades de recuperação e menores os riscos de sequelas.

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