Saúde

AVC mata uma pessoa a cada 6 minutos no Brasil

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como "derrame", continua sendo uma das principais causas de óbito e incapacidade no Brasil e no

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11/10/2026 10:00 • Atualizado há 16 horas

AVC mata uma pessoa a cada 6 minutos no Brasil

IA

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como "derrame", continua sendo uma das principais causas de óbito e incapacidade no Brasil e no mundo. Nos primeiros sete meses de 2026, o país registrou 50.424 mortes e 182.253 internações causadas pela doença na rede pública, segundo dados do DATASUS. O número representa uma média dramática: 860 hospitalizações e 238 mortes diárias — ou seja, uma vida perdida a cada 6 minutos.

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A escalada do problema já vinha sendo desenhada nos últimos anos: entre 2020 e 2025, o total de internações por AVC cresceu 23,6%, saltando de 236.930 para 292.930 atendimentos anuais. Além do impacto humano, a sobrecarga financeira ao Sistema Único de Saúde (SUS) já soma R$ 216,1 milhões apenas nos sete primeiros meses deste ano.

O cenário reforça o alerta da campanha do Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro, liderada globalmente pela World Stroke Organization e promovida no país pela Rede Brasil AVC.

Alerta vermelho: avanço contínuo entre adultos jovens

Embora o AVC atinja majoritariamente pessoas com mais de 60 anos, a incidência entre os mais jovens cresce em ritmo preocupante. No intervalo de 15 a 49 anos, as internações aumentaram 16,9% de 2020 a 2025 (de 34.896 para 40.788).

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A série histórica do Ministério da Saúde para o grupo de 14 a 50 anos revela altas consecutivas:

  • 2021: 36.841 internações
  • 2022: 39.724 internações
  • 2023: 41.646 internações
  • 2024: 42.269 internações (pico do levantamento)

Segundo a neurologista Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, muitos jovens não se veem no grupo de risco, atrasando a procura por socorro. "O crescimento das internações em adultos jovens é um alerta importante. Sintomas nessa faixa etária costumam ser confundidos com enxaqueca, estresse ou intoxicação. Uma pessoa de 30 anos que sofre um AVC pode ter sequelas que a impeçam de trabalhar, estudar ou cuidar dos filhos, desestruturando toda a família."

Entre as causas mais frequentes nessa faixa estão doenças cardíacas não diagnosticadas, combinação de pílula anticoncepcional com tabagismo, predisposição genética, pressão alta, obesidade, sedentarismo e consumo excessivo de álcool ou drogas ilícitas.

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Avanços no SUS e prevenção

Aproximadamente 80% a 90% dos episódios de AVC podem ser prevenidos com o controle da pressão alta, diabetes, colesterol, abandono do cigarro e prática regular de atividade física.

No campo das políticas públicas, uma nova lei sancionada recentemente amplia a oferta de trombolíticos na rede de emergência do SUS. Tratam-se de medicamentos que desobstruem a artéria quando administrados logo nas primeiras horas do AVC isquêmico, minimizando drasticamente sequelas. Além disso, o Ministério da Saúde lançou um comitê de acompanhamento para eliminar vazios assistenciais pelo país.

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