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Saúde
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Bruno Ferreira alerta: sinais de problemas na próstata ainda são ignorados

Urologista explica por que jato fraco, noctúria e dificuldade para urinar merecem atenção e quando a tecnologia ajuda

9 min

02/10/2026 13:59 • Atualizado há 22 dias

Bruno Ferreira alerta: sinais de problemas na próstata ainda são ignorados

Tv Notícias Assessoria de Imprensa / Brasil News

Acordar várias vezes durante a madrugada para urinar, perceber que o jato urinário perdeu força ou sentir dificuldade para esvaziar a bexiga são alterações que podem ser interpretadas como consequências inevitáveis do envelhecimento. Nem sempre são. Esses sintomas merecem investigação, especialmente quando começam a interferir no sono, na rotina e na qualidade de vida.

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Para alguns homens, porém, existe uma barreira anterior ao diagnóstico: chegar ao consultório. Vergonha, receio do exame físico e constrangimento ao falar sobre sexualidade, ereção, fertilidade ou órgãos genitais ainda aparecem na rotina do urologista Bruno Ferreira, que atua em Fortaleza, no Ceará.

O médico observa que parte dos pacientes procura atendimento somente depois do surgimento de algum incômodo. Há casos, segundo ele, de homens que chegam à sexta década de vida sem nunca terem passado por uma avaliação urológica.

Esse comportamento ajuda a explicar por que, para Ferreira, cuidar da saúde masculina não depende apenas da evolução dos exames ou das técnicas cirúrgicas. A maneira como o paciente é recebido também interfere na possibilidade de ele falar abertamente sobre sintomas que, por constrangimento, poderia preferir esconder.

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“Quando vamos diretamente a uma questão muito íntima, o paciente pode recuar. É preciso conversar com calma, deixá-lo à vontade e criar confiança. Muitas vezes ele chega com receio de falar sobre sexualidade ou mesmo de ser examinado. Essa abordagem faz diferença para conseguirmos entender o que realmente está acontecendo.”

Tabus ainda interferem no cuidado com a saúde masculina

A resistência ao urologista não está associada apenas ao tradicional receio do toque retal. A própria exposição da intimidade pode causar desconforto. Examinar a região genital, falar sobre dificuldades de ereção ou admitir alterações urinárias são situações que exigem do médico uma abordagem cuidadosa.

Ferreira percebe, no entanto, uma mudança gradual. Homens mais jovens têm chegado ao consultório com dúvidas sobre fertilidade, testosterona e saúde sexual, enquanto pacientes com histórico familiar de câncer de próstata demonstram maior interesse em compreender seus riscos.

A facilidade de acesso à informação contribuiu para essa transformação, embora também tenha criado outro desafio: separar conteúdo confiável de mitos e orientações generalizadas.

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O urologista relaciona parte de sua forma de atendimento à experiência que teve antes da especialização. Como médico generalista, trabalhou na atenção básica e em plantões, atendendo públicos de diferentes idades e contextos sociais. O contato com realidades distintas o ensinou a adaptar a conversa à pessoa que está diante dele.

Essa escuta ganha relevância em uma especialidade na qual uma pergunta aparentemente simples pode esconder um problema que o paciente levou meses, ou até anos, para decidir contar.

Jato fraco e noctúria não devem ser naturalizados

Entre as alterações que aparecem com frequência estão o enfraquecimento do jato urinário, o aumento da frequência para urinar e a necessidade de interromper o sono diversas vezes durante a noite. Esse último sintoma recebe o nome de noctúria.

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O crescimento benigno da próstata, conhecido como hiperplasia prostática benigna, pode estar associado a manifestações desse tipo. A próstata aumenta de volume ao longo da vida de muitos homens e, dependendo da intensidade desse crescimento, pode comprimir a uretra e dificultar a passagem da urina.

Isso não significa que todo homem com próstata aumentada terá sintomas ou precisará de cirurgia. Também é importante diferenciar a hiperplasia benigna do câncer de próstata: são condições distintas, embora possam coexistir, e sintomas urinários isoladamente não permitem definir um diagnóstico.

Na prática clínica de Ferreira, a interferência no cotidiano é um dos pontos que chamam atenção durante a avaliação.

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“Tenho pacientes que chegam a levantar sete ou oito vezes durante a noite para urinar. Na prática, essa pessoa praticamente não consegue dormir. Há também quem perceba o jato cada vez mais fraco ou tenha dificuldade para esvaziar a bexiga. Quando isso começa a comprometer a qualidade de vida, deixa de ser um incômodo que deve simplesmente ser atribuído à idade.”

Quando existe dificuldade persistente para eliminar a urina, pode ocorrer retenção na bexiga. Dependendo da intensidade e da evolução da obstrução, complicações como infecções urinárias e repercussões sobre o funcionamento dos rins podem surgir.

Por isso, a investigação não se limita a perguntar quantas vezes o paciente vai ao banheiro. É necessário compreender quando os sintomas começaram, como evoluíram, o quanto afetam a rotina e se existem sinais de obstrução ou outras alterações associadas.

O tratamento também não segue uma única fórmula. Ferreira explica que alguns pacientes podem ser acompanhados e tratados com medicamentos, enquanto outros, conforme a intensidade dos sintomas e as características do quadro, podem ter indicação de procedimentos.

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Entre as alternativas mencionadas pelo urologista estão técnicas realizadas através da uretra, tratamentos com laser, procedimentos que utilizam vapor de água e diferentes modalidades cirúrgicas. A escolha depende da avaliação individual, e não simplesmente do tamanho da próstata ou da idade do paciente.

Prevenção vai além do medo do toque

A associação imediata entre consulta urológica e exame de toque ainda influencia a percepção de muitos homens sobre a especialidade. Ferreira relata acompanhar inclusive pacientes que, apesar de manterem seguimento médico, resistem ao exame por motivos pessoais e culturais.

O cuidado preventivo, porém, é mais amplo do que um único procedimento. História familiar, sintomas, condições clínicas e decisões compartilhadas ajudam a definir quais avaliações são pertinentes para cada homem.

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No câncer de próstata, essa distinção é especialmente importante. Um homem com alteração urinária não deve concluir que tem câncer, assim como a ausência de sintomas não elimina a necessidade de discutir riscos individuais quando houver indicação.

Atualmente, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) não recomenda o rastreamento populacional indiscriminado de homens assintomáticos para câncer de próstata. Para quem procura exames de rastreamento, a orientação é discutir benefícios e possíveis riscos com o profissional de saúde antes de decidir pela investigação. Já sinais como dificuldade para urinar, redução do jato e aumento da frequência urinária devem ser avaliados, embora possam ter causas benignas.

Ferreira observa que o histórico familiar merece atenção dentro dessa conversa e percebe maior procura de pacientes que chegam ao consultório já conscientes da presença da doença entre parentes.

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“Hoje recebemos mais homens que procuram se informar antes de surgir um problema importante, principalmente quando existe histórico familiar. Isso é uma mudança positiva. O paciente passa a entender melhor seus riscos e consegue participar das decisões sobre a própria saúde.”

A mudança de comportamento não elimina os tabus, mas altera a dinâmica da consulta. Em vez de procurar o urologista apenas diante de uma emergência ou de um sintoma já limitante, o homem passa a ter a possibilidade de discutir riscos, dúvidas sexuais, fertilidade e alterações urinárias de maneira antecipada.

Robótica e novos exames: o que a tecnologia mudou na Urologia

A transformação do cuidado também chegou ao centro cirúrgico. Ferreira trabalha com cirurgia laparoscópica e robótica e explica que, apesar do nome, a cirurgia robótica não é realizada de forma autônoma por uma máquina.

O cirurgião permanece responsável pelo procedimento e controla os instrumentos robóticos a partir de um console. O sistema oferece visão tridimensional e movimentos de alta precisão, enquanto pequenas incisões permitem realizar determinados procedimentos de forma minimamente invasiva.

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Na Urologia, a plataforma pode ser utilizada em casos selecionados de doenças da próstata. Para Ferreira, um dos cuidados mais importantes é impedir que a tecnologia seja apresentada como garantia de um resultado perfeito.

“Alguns pacientes chegam com uma expectativa muito alta de que a cirurgia robótica vai eliminar completamente determinados riscos. Precisamos deixar claro que isso não existe. A tecnologia oferece recursos importantes e amplia a precisão do cirurgião, mas não faz milagres. Cada resultado depende também das características da doença e do próprio paciente.”

A ressalva é particularmente importante em cirurgias prostáticas, nas quais questões como continência urinária e função erétil estão entre as principais preocupações dos homens. Em vez de prometer a preservação dessas funções, Ferreira defende que os riscos sejam discutidos antes do procedimento e considerados de acordo com a condição prévia de cada paciente.

A inovação na Urologia, entretanto, não se restringe ao tratamento cirúrgico. O diagnóstico também vem passando por mudanças.

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Uma das técnicas citadas pelo médico é a biópsia transperineal da próstata. Diferentemente da abordagem transretal tradicional, a coleta é realizada através do períneo, região localizada entre o escroto e o ânus. A via transperineal vem ganhando espaço justamente por reduzir a exposição da agulha às bactérias do reto e, consequentemente, diminuir o risco de complicações infecciosas.

Para o paciente, compreender essas diferenças é parte do próprio cuidado. Termos como “robótica”, “laser” ou “nova tecnologia” podem transmitir uma ideia de superioridade automática, quando, na prática, cada recurso tem indicações e limitações.

Nesse cenário, a tecnologia amplia possibilidades, mas não substitui a decisão médica individualizada nem a conversa que antecede cada exame ou procedimento. É justamente nessa combinação entre informação, indicação adequada e redução dos constrangimentos que Ferreira enxerga uma mudança importante na maneira de cuidar da saúde masculina.

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Quem é Bruno Ferreira

Bruno Roberto da Silva Ferreira nasceu em Belém do Pará e cresceu em Fortaleza, no Ceará, onde desenvolveu a maior parte de sua formação acadêmica e construiu sua atuação profissional. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e direcionou a carreira para a área cirúrgica, realizando residência em Cirurgia Geral no Instituto Dr. José Frota (IJF) e, posteriormente, em Urologia na Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza. Ao longo desse percurso, também obteve certificação em cirurgia robótica pelo Real Hospital Português, no Recife, em Pernambuco, e concluiu pós-graduação em Urologia Minimamente Invasiva pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

A escolha pela especialidade começou ainda durante a graduação. Na UFC, Bruno teve como professor e mentor o Dr. Ariel Gustavo Scafuri, médico que concluiu doutorado em Urologia pela Universidade de São Paulo (USP) e se tornou uma referência importante em sua formação. A convivência acadêmica com Dr. Ariel ajudou a aproximá-lo da área cirúrgica e teve influência direta em sua decisão de seguir a Urologia.

Com uma trajetória voltada à Urologia clínica e cirúrgica, Ferreira também se aprofundou em técnicas minimamente invasivas e cirurgia robótica. É membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e atua em Fortaleza no atendimento clínico e cirúrgico de condições urológicas, entre elas alterações da próstata, cálculos urinários e casos com indicação de procedimentos minimamente invasivos e cirurgia robótica.

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A formação técnica se soma a uma experiência iniciada antes da especialização, quando trabalhou como médico generalista na atenção básica e em plantões. O contato com pacientes de diferentes realidades contribuiu para uma abordagem que valoriza a escuta e a explicação cuidadosa, especialmente diante de queixas relacionadas à intimidade, à sexualidade e aos receios que ainda acompanham a consulta urológica.

Atualmente, Bruno também atua na Clínica Ariel Scafuri, em Fortaleza, instituição que leva o nome de seu professor e mentor e na qual exerce as funções de responsável técnico e CEO. No atendimento, procura conciliar a prática clínica e cirúrgica com uma comunicação que respeite o tempo do paciente, esclareça as possibilidades de investigação e tratamento e reduza os constrangimentos ainda presentes em torno da saúde urológica masculina.

Informações profissionais: Bruno Roberto da Silva Ferreira — CRM-CE 14065 | RQE 12104 — Urologia | RQE 8649 — Cirurgia Geral.

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Instagram: @drbrunourologista

Crédito: Tv Notícias Assessoria de Imprensa / Brasil News