Câncer de próstata: campanha alerta para exames e diagnóstico precoce
Novembro Azul reforça a importância da detecção no início, quando as chances de cura chegam a 90%
A campanha Novembro Azul começa neste mês para conscientizar sobre a prevenção e o combate ao câncer de próstata, o tumor mais comum entre os homens no Brasil. A mobilização nacional reforça a importância das consultas médicas de rotina, pois a identificação precoce da doença amplia de forma significativa as chances de cura do paciente.
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Em Minas Gerais, estimativas oficiais do Instituto Nacional de Câncer indicam o registro de mais de 10.200 diagnósticos da doença ao longo de 2026. O levantamento alerta para a necessidade de atenção aos principais fatores de risco da patologia em todo o país. Entre os pontos de atenção avaliados pelos médicos, a idade avançada e o histórico familiar têm peso decisivo na hora da consulta e da definição do protocolo clínico.
Exames combinados garantem precisão no diagnóstico
A investigação médica do tumor começa na avaliação clínica com o urologista no consultório. O protocolo tradicional combina a coleta de sangue para o teste de PSA e o exame de toque retal.
O urologista Fernando Marsicano explica que a análise laboratorial do sangue é extremamente relevante no acompanhamento masculino. Para Fernando Marsicano, a substância funciona como um dos poucos marcadores específicos na oncologia capazes de sugerir a presença da doença no organismo.
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Caso os exames iniciais apresentem alterações ou suspeitas, os especialistas solicitam exames de imagem complementares, como a ultrassonografia. A confirmação definitiva ocorre por meio de biópsia do tecido prostático.
Histórico familiar amplia necessidade de cuidados
A perda de parentes de primeiro grau em decorrência da patologia acende um sinal de alerta entre os familiares. Foi o caso do aposentado João Cláudio da Cunha, que perdeu o pai para o tumor e, dez anos mais tarde, também recebeu o diagnóstico da doença.
Por ter identificado o problema em estágio inicial, João Cláudio passou por cirurgia para a retirada do tumor e não precisou se submeter a sessões de radioterapia ou quimioterapia. Para ele, os homens precisam procurar atendimento médico especializado o quanto antes, pois a agilidade no diagnóstico assegura o sucesso do tratamento.
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A recomendação geral da Sociedade Brasileira de Urologia é que homens a partir dos 50 anos procurem avaliação anual. No caso de pacientes negros ou com histórico do tumor em familiares diretos, a rotina preventiva deve começar aos 45 anos.
