Saúde

Cirurgia de hemorroidas: por que o medo persiste?

Especialista explica que doença hemorroidária atinge milhões e que existem diferentes graus e tratamentos

4 min

11/09/2026 12:44 • Atualizado há 6 horas

Cirurgia de hemorroidas: por que o medo persiste?

A doença hemorroidária atinge cerca de 26% da população mundial, conforme aponta uma revisão científica publicada em 2025 que compilou dados de mais de 8,9 milhões de pessoas em 45 países. Apesar de ser uma condição bastante comum — marcada por sintomas como sangramento, coceira, dores, inchaço e limitações na rotina —, muitos pacientes evitam o atendimento médico por vergonha e, sobretudo, pelo receio de precisarem passar por um procedimento cirúrgico.

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No cotidiano clínico, essa barreira faz com que diversas pessoas passem anos utilizando pomadas por conta própria ou simplesmente convivendo com o desconforto. No entanto, a ideia de que o diagnóstico da condição impõe obrigatoriedade de intervenção cirúrgica é rebatida pelos especialistas.

Segundo Andre Augusto Pinto, cirurgião geral e do aparelho digestivo da Clínica Gastro ABC, existe uma falsa percepção geral sobre o tema: “Existe uma ideia de que, se a pessoa tem hemorroidas, em algum momento obrigatoriamente terá que passar por uma cirurgia. Mas o que muitos não sabem é que existem diferentes graus da doença e várias possibilidades de tratamento”.

Classificação, sintomas e condutas terapêuticas

As estruturas hemorroidárias são normais no organismo e exercem papel fundamental no controle da evacuação. O quadro clínico patológico se instala quando esses tecidos e vasos aumentam de volume, inflamam ou sofrem prolapso em direção à região externa do ânus.

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As manifestações variam desde casos internos, divididos em quatro graus de complexidade, até quadros externos e mistos.

Nos estágios iniciais, a abordagem prioriza mudanças de hábitos e de estilo de vida. O aumento do consumo de fibras e de água, a eliminação de esforço excessivo durante a evacuação e a restrição do tempo sentado no vaso sanitário — hábito agravado pelo uso de celulares — compõem a primeira linha de cuidado.

Quando essas medidas se revelam insuficientes, procedimentos ambulatoriais como a ligadura elástica atuam interrompendo o fluxo sanguíneo local para reduzir o volume do tecido acometido.

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Quando a cirurgia se torna necessária

O encaminhamento para o centro cirúrgico costuma ser reservado aos quadros mais avançados ou aos cenários em que as alternativas conservadoras e minimamente invasivas não demonstram eficácia.

Entre as técnicas aplicadas estão a hemorroidectomia tradicional para remoção do tecido, a hemorroidopexia com grampeador focada no reposicionamento anatômico do prolapso, e métodos minimamente invasivos voltados para conter o sangramento e diminuir as hemorroidas com menor agressão aos tecidos locais.

De acordo com Andre Augusto, a escolha do método deve ser individualizada e alinhada ao perfil de cada paciente.

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“Hoje temos diferentes opções e conseguimos escolher a técnica de acordo com o problema de cada paciente. Por isso, o mais importante é não decidir pelo tratamento com base no medo ou em relatos de outras pessoas. O que funcionou para um paciente pode não ser a melhor opção para outro”, destaca o especialista.

O adiamento da busca por auxílio especializado prolonga a exposição a sintomas tratáveis, reforçando a necessidade de avaliação médica precoce.

O cenário envolve o uso prolongado de pomadas caseiras e a tentativa de conviver com o desconforto em silêncio.

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O médico esclarece que a crença de que todo diagnóstico de hemorroida exige intervenção cirúrgica é um mito. De acordo com o especialista, existem diversos graus para a condição e múltiplos métodos terapêuticos disponíveis.

Entenda os graus, sintomas e as formas de tratamento

As hemorroidas consistem em estruturas anatômicas normais que auxiliam no controle da evacuação. O quadro patológico ocorre quando esses tecidos inflamam, aumentam de volume ou sofrem prolapso em direção à região externa do ânus. Entre os principais sinais clínicos estão a coceira, o inchaço, a presença de tecidos palpáveis e episódios de sangramento.

A classificação divide as hemorroidas internas em quatro categorias distintas, variando desde aquelas restritas ao canal anal até os casos em que o tecido exteriorizado não retorna espontaneamente.

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Nos estágios iniciais, o tratamento envolve ajustes comportamentais e alimentares, como o acréscimo de fibras e água na dieta, além da redução do tempo de permanência no vaso sanitário durante o uso de celulares.

Quando as condutas conservadoras não geram o alívio esperado, alternativas como a ligadura elástica atuam interrompendo o fluxo sanguíneo local para diminuir o volume do tecido afetado.

O encaminhamento para o centro cirúrgico ocorre prioritariamente em cenários avançados. As opções abrangem a hemorroidectomia tradicional para retirada do tecido, a hemorroidopexia com grampeador focada no reposicionamento anatômico, e abordagens minimamente invasivas que preservam a integridade dos tecidos locais.

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