Saúde

Colesterol alto afeta milhões e eleva risco de infarto e AVC

Especialista alerta que condição silenciosa atinge cerca de 40% dos brasileiros adultos

3 min

31/08/2026 11:24 • Atualizado há 16 horas

Colesterol alto afeta milhões e eleva risco de infarto e AVC

Colesterol requer atenção. Foto: Pixabay

Colesterol requer atenção. Foto: Pixabay

O colesterol alto atua como um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que provocam cerca de 400 mil mortes anualmente no Brasil. Apesar da gravidade, muitas pessoas convivem com os níveis elevados da substância sem apresentar nenhum tipo de sinal ou sintoma.

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Dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia apontam que aproximadamente 40% da população adulta brasileira possui colesterol alto, quadro que propicia o acúmulo gradual de gordura nas artérias. Com o passar do tempo, esse processo restringe ou bloqueia o fluxo sanguíneo, elevando expressivamente as chances de infarto, acidente vascular cerebral e outras complicações graves.

A Dra. Rafaela Penalva, chefe da Seção de Cardiometabolismo do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, explica que a evolução silenciosa representa o principal obstáculo no combate ao problema. Segundo a cardiologista, o colesterol alto geralmente não causa manifestações clínicas, fazendo com que grande parte dos pacientes descubra o diagnóstico apenas em exames de rotina ou após sofrer um evento cardiovascular agudo, o que torna a prevenção indispensável.

Grupos de risco e fatores determinantes

Embora ocorra com maior frequência entre adultos, o problema pode acometer qualquer indivíduo. O risco se eleva em pessoas com histórico familiar da condição, sobrepeso, obesidade, sedentarismo, tabagismo, hipertensão, diabetes e dietas ricas em gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados.

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Existe ainda a possibilidade de origem genética, a exemplo da hipercolesterolemia familiar, que desencadeia taxas muito elevadas desde a infância e antecipa o risco cardiovascular. A cardiologista destaca que o surgimento de sintomas costuma estar associado diretamente às complicações já instaladas, como dor no peito, infarto ou AVC. Em cenários mais severos e raros, formam-se pequenos depósitos de gordura na pele, ao redor dos olhos ou nos tendões.

Diagnóstico e estratégias de tratamento

O diagnóstico ocorre de maneira simples por meio do perfil lipídico, exame de sangue que afere as taxas de colesterol total, frações LDL e HDL, além dos triglicerídeos. A periodicidade recomendada para a testagem varia conforme a idade e o perfil de risco de cada paciente.

As alternativas terapêuticas exigem individualização com base no risco cardiovascular global. O protocolo inicial envolve modificações no estilo de vida, como adoção de dieta equilibrada, prática regular de exercícios físicos, controle ponderal e cessação do tabagismo. Caso essas condutas se mostrem insuficientes ou o paciente apresente alto risco, o uso de medicamentos específicos, como as estatinas, entra como suporte fundamental.

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A médica ressalta que a meta do tratamento vai muito além da redução numérica no laudo laboratorial, focando na diminuição efetiva das chances de infarto, derrame e óbito de origem cardíaca, dispondo atualmente de recursos terapêuticos altamente eficazes. A manutenção de um estilo de vida saudável e a realização periódica de exames preventivos continuam como as ferramentas mais assertivas para preservar a longevidade.

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