Consumo frequente de embutidos aumenta risco de câncer colorretal
O consumo frequente de carnes processadas e embutidos, como presunto, salsicha, bacon, salame e linguiça, está associado a um maior risco de desenvolvimento

O consumo frequente de carnes processadas e embutidos, como presunto, salsicha, bacon, salame e linguiça, está associado a um maior risco de desenvolvimento de câncer colorretal. Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam estimativas expressivas para a doença no país, reforçando a necessidade de atenção aos hábitos diários e aos fatores modificáveis que influenciam a saúde intestinal. Essa situação ganha mais destaque em meio à campanha do Setembro Verde, que busca conscientizar sobre o câncer no intestino.
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Para Márcio Almeida, oncologista da Rede Américas e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, a enfermidade apresenta uma particularidade fundamental que permite atuar antes do aparecimento do tumor.
O médico explica que o risco não decorre de um alimento isolado, mas sim de um padrão alimentar inadequado que se repete ao longo dos anos, associado ao sedentarismo, ao excesso de peso, ao consumo de álcool e ao tabagismo.
O papel essencial da colonoscopia
A colonoscopia atua como uma das ferramentas mais importantes para o rastreamento e a prevenção da doença. O procedimento vai além de identificar um tumor em estágio inicial, pois permite encontrar e remover lesões precursoras, conhecidas como pólipos, antes que elas sofram transformações malignas na parede interna do intestino.
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"A colonoscopia é fundamental porque nos permite ir além do diagnóstico precoce. Em determinadas situações, encontramos uma lesão precursora e conseguimos removê-la antes que ela se transforme em câncer", destaca Márcio Almeida.
O especialista ressalta que muitas pessoas buscam a avaliação médica apenas quando surgem sintomas evidentes, como sangue nas fezes ou alterações intestinais. No entanto, esperar os sinais clínicos significa perder a oportunidade de agir em uma fase anterior, interrompendo o caminho que poderia levar ao desenvolvimento do câncer.
"Isso muda completamente a lógica: não estamos apenas tentando encontrar uma doença em estágio inicial, estamos diante da possibilidade de interromper o caminho que poderia levar ao desenvolvimento do tumor", reforça.
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Além disso, o Ministério da Saúde incorporou o Teste Imunoquímico Fecal ao Sistema Único de Saúde para ampliar o rastreamento em pessoas assintomáticas, servindo como um indicativo para aprofundar investigações com a colonoscopia.
Atenção redobrada aos sintomas em adultos mais jovens
A comunidade médica observa um aumento gradual na incidência de câncer colorretal em adultos com menos de 50 anos. Embora a idade continue sendo um fator determinante, o cenário atual exige que a população abandone a percepção de que a doença afeta exclusivamente pessoas mais velhas.
Sinais como sangue nas fezes, mudança persistente no hábito intestinal, dor abdominal, anemia sem causa aparente e perda de peso não intencional devem ser investigados por profissionais de saúde, independentemente da faixa etária.
