Corinthians condiciona assinatura de Memphis a exames médicos
Craque Neto e bancada do "Os Donos da Bola" detalham bastidores do acordo de R$ 42 milhões com o atacante holandês e os cuidados do departamento médico.

A reta final das negociações para a renovação de Memphis Depay com o Corinthians ganhou um capítulo crucial. Embora os termos de salário, tempo de contrato (dois anos com possibilidade de renovação por mais um) e bônus estejam devidamente alinhados entre a diretoria alvinegra e o estafe do jogador, o clube impôs uma condição indispensável: a realização de uma bateria completa de exames médicos antes da assinatura formal do contrato.
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No programa Os Donos da Bola, o apresentador Craque Neto e os comentaristas Luis Fabiani, Nivaldo de Cillo e Leandro Guerreiro analisaram as exigências da diretoria corinthiana e os detalhes financeiros que destravaram o acordo.
Cuidado médico, seguro contra lesões e fim de regalias
A preocupação da diretoria alvinegra apoia-se no longo período sem avaliação física presencial do atleta — mais de 50 dias sem contato direto com o departamento médico devido ao intervalo da Copa do Mundo e ao período de férias.
Para se respaldar contra eventuais problemas físicos, especialmente em função de um histórico recente de dores no joelho, a cúpula do Timão adota postura cautelosa:
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Exames preventivos: O atacante desembarca no Brasil nos próximos dias e passará por avaliação rigorosa antes de assinar. O procedimento é tratado internamente como de rotina, citando como exemplo o caso do volante Martínez, que retornou de férias com lesão detectada nos exames de reapresentação.
Seguro de contrato: A diretoria estuda a contratação de uma apólice de seguro para cobrir os custos contratuais caso o atleta venha a sofrer uma lesão de longa duração durante o novo vínculo.
Acordo financeiro: O ponto central para o acerto foi o parcelamento da dívida de R$ 42 milhões referente a pendências de bônus do contrato anterior, que será quitada em quatro parcelas semestrais. Em contrapartida, foram eliminadas regalias extracampo do antigo acordo, como auxílio-moradia, transporte executivo e passagens aéreas.
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"Esse contrato novo está justo. Não tem mais hotel, não tem mais carro, não tem mais 24 passagens. É o dinheiro que ele tem para receber, parcelado em quatro vezes. Agora, ele precisa passar nos exames, estar apto e mostrar desempenho dentro de campo", destacou Craque Neto.
