Saúde

Creme íntimo de Flávia Alessandra: médica alerta sobre cuidados

Atriz revela uso de cosmético na região da vagina e ginecologista explica limites e cuidados necessários

2 min

08/10/2026 12:23 • Atualizado há 5 horas

Creme íntimo de Flávia Alessandra: médica alerta sobre cuidados

A declaração recente da atriz Flávia Alessandra sobre o uso de um creme íntimo na vagina movimentou as redes sociais e reforçou o debate sobre os limites e os cuidados com a região íntima feminina. O assunto desperta dúvidas frequentes sobre até que ponto as rotinas de cuidados com a pele, conhecidas como skincare, podem ser aplicadas nessa área do corpo sem prejudicar a saúde da mulher.

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Embora o termo traga confusão, a ginecologista Grazielly Teles esclarece que a região exige atenção, mas de forma muito diferente do rosto.

"A pele da vulva também pode sofrer com ressecamento, atrito e irritação, então existem cuidados que podem ser benéficos. Mas isso não significa reproduzir na vulva aquela rotina de skincare que fazemos no rosto, com vários ativos e produtos", aponta a especialista em entrevista ao Band.com.br.

A diferença entre vulva e vagina e os riscos de produtos inadequados

A médica destaca que existe uma distinção anatômica fundamental que dita a forma correta de higienização. A vulva corresponde à parte externa, enquanto a vagina é o canal interno.

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Segundo a especialista, a vagina possui mecanismos próprios de limpeza: "A vagina é autolimpante. Ela possui secreção fisiológica e uma microbiota própria que ajudam a manter esse ambiente saudável. Portanto, não precisamos ‘limpar’, perfumar ou fazer skincare dentro da vagina."

O uso de cosméticos inadequados ou em excesso pode gerar quadros alérgicos e inflamatórios na região. Perfumes, desodorantes íntimos, duchas vaginais e lenços umedecidos perfumados frequentemente causam ardor, coceira e dermatites.

"Uma regra que gosto de passar para as pacientes é: quanto mais simples, melhor. Higiene suave da região externa, sem esfregar excessivamente e evitando produtos perfumados. E nada de introduzir sabonete ou ducha para ‘lavar’ o canal vaginal", orienta a médica.

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A especialista também reforça que sintomas persistentes, como corrimentos atípicos, odores fortes ou dores, exigem avaliação clínica e nunca devem ser mascarados com o uso de cosméticos.

Tratamentos indicados e cuidados no climatério

Para mulheres que apresentam quadros específicos, como o ressecamento vulvar ou vaginal — situação comum durante o climatério e a menopausa devido à queda na produção de estrogênio —, a abordagem médica pode incluir o uso de hidratantes e lubrificantes apropriados.

Nesses cenários, a supervisão profissional é indispensável para definir o tratamento ideal.

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"Nos casos, dependendo da paciente, podemos indicar hidratantes vaginais e, quando necessário, terapias hormonais locais, como o estrogênio vaginal", conclui a ginecologista.