Creme íntimo de Flávia Alessandra: médica alerta sobre cuidados
Atriz revela uso de cosmético na região da vagina e ginecologista explica limites e cuidados necessários

A declaração recente da atriz Flávia Alessandra sobre o uso de um creme íntimo na vagina movimentou as redes sociais e reforçou o debate sobre os limites e os cuidados com a região íntima feminina. O assunto desperta dúvidas frequentes sobre até que ponto as rotinas de cuidados com a pele, conhecidas como skincare, podem ser aplicadas nessa área do corpo sem prejudicar a saúde da mulher.
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Embora o termo traga confusão, a ginecologista Grazielly Teles esclarece que a região exige atenção, mas de forma muito diferente do rosto.
"A pele da vulva também pode sofrer com ressecamento, atrito e irritação, então existem cuidados que podem ser benéficos. Mas isso não significa reproduzir na vulva aquela rotina de skincare que fazemos no rosto, com vários ativos e produtos", aponta a especialista em entrevista ao Band.com.br.
A diferença entre vulva e vagina e os riscos de produtos inadequados
A médica destaca que existe uma distinção anatômica fundamental que dita a forma correta de higienização. A vulva corresponde à parte externa, enquanto a vagina é o canal interno.
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Segundo a especialista, a vagina possui mecanismos próprios de limpeza: "A vagina é autolimpante. Ela possui secreção fisiológica e uma microbiota própria que ajudam a manter esse ambiente saudável. Portanto, não precisamos ‘limpar’, perfumar ou fazer skincare dentro da vagina."
O uso de cosméticos inadequados ou em excesso pode gerar quadros alérgicos e inflamatórios na região. Perfumes, desodorantes íntimos, duchas vaginais e lenços umedecidos perfumados frequentemente causam ardor, coceira e dermatites.
"Uma regra que gosto de passar para as pacientes é: quanto mais simples, melhor. Higiene suave da região externa, sem esfregar excessivamente e evitando produtos perfumados. E nada de introduzir sabonete ou ducha para ‘lavar’ o canal vaginal", orienta a médica.
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A especialista também reforça que sintomas persistentes, como corrimentos atípicos, odores fortes ou dores, exigem avaliação clínica e nunca devem ser mascarados com o uso de cosméticos.
Tratamentos indicados e cuidados no climatério
Para mulheres que apresentam quadros específicos, como o ressecamento vulvar ou vaginal — situação comum durante o climatério e a menopausa devido à queda na produção de estrogênio —, a abordagem médica pode incluir o uso de hidratantes e lubrificantes apropriados.
Nesses cenários, a supervisão profissional é indispensável para definir o tratamento ideal.
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"Nos casos, dependendo da paciente, podemos indicar hidratantes vaginais e, quando necessário, terapias hormonais locais, como o estrogênio vaginal", conclui a ginecologista.
