Saúde

Cuidados nas eleições: calor e filas elevam riscos cardíacos

O primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 registra episódios de eleitores que passam mal em diferentes pontos do país, incluindo o caso de um homem

2 min

06/10/2026 11:33 • Atualizado há 3 horas

Cuidados nas eleições: calor e filas elevam riscos cardíacos

Cida Haddad

O primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 registra episódios de eleitores que passam mal em diferentes pontos do país, incluindo o caso de um homem de 62 anos que sofreu uma parada cardíaca a caminho da seção eleitoral na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, episódio presenciado pela atriz Giovanna Lancellotti. O cenário de filas, calor e grande concentração de pessoas evidencia os riscos cardíacos associados a situações de estresse e cansaço durante o dia de votação.

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Cardiologistas reforçam que um mal-estar súbito exige resposta imediata da população presente nos locais de votação. A diferenciação entre os quadros clínicos é fundamental para o socorro adequado.

Segundo o Louis Nakayama Ohe, cardiologista e chefe da Hemodinâmica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, o infarto ocorre quando uma artéria que leva sangue ao coração fica obstruída, gerando dor ou pressão no peito, embora o paciente permaneça consciente na maioria das vezes.

Já na parada cardíaca, o coração interrompe os batimentos e a circulação entra em colapso, fazendo com que a pessoa desmaie e pare de respirar. O médico ressalta que, embora o infarto possa evoluir para uma parada cardíaca, nem toda parada é causada por um infarto.

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"Na parada cardíaca o coração simplesmente para de bater, a circulação de sangue entra em colapso fazendo com que a pessoa desmaie e pare de respirar. O infarto em algumas instâncias pode levar a uma parada cardíaca, mas nem toda parada cardíaca é causada por um infarto", ressalta ele.

Sinais de alerta e procedimentos de socorro

A identificação rápida de sintomas como falta de ar repentina, tontura intensa, mal-estar geral, suor frio e sensação de desmaio iminente é indispensável, especialmente entre idosos e pessoas com fatores de risco como hipertensão, diabetes, tabagismo ou cardiopatias pré-existentes.

Diante de uma vítima desacoplada e que não respira normalmente, a orientação médica é acionar imediatamente o Samu pelo número 192 e iniciar as compressões torácicas sem esperar pela chegada da ambulância.

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"Quem faz as compressões não precisa ter formação em saúde. Não é preciso ter medo de errar, porque o maior erro é não fazer nada", destaca o especialista.

Para o segundo turno do pleito, agendado para o dia 25 de outubro, a recomendação para eleitores com histórico cardiovascular é manter os medicamentos nos horários habituais, realizar refeições leves, manter a hidratação constante e evitar os horários de pico de calor.

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