Datafolha: 33% das mulheres querem mais informações sobre câncer de mama
No mês dedicado à campanha Outubro Rosa, uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, com patrocínio da AstraZeneca, jogou luz sobre um desafio central na

Casos de câncer de mama aumentam
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No mês dedicado à campanha Outubro Rosa, uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, com patrocínio da AstraZeneca, jogou luz sobre um desafio central na jornada de pacientes diagnosticadas com câncer de mama: o acesso a informações claras, confiáveis e de qualidade.
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O levantamento aponta que 36% das mulheres relataram ter sentido falta de maior clareza na comunicação sobre exames e tratamentos. Além disso, 33% apontaram a necessidade de mais informações sobre esses aspectos da jornada, evidenciando que a compreensão dos procedimentos ainda representa um obstáculo para muitas pacientes.
A informação se mostrou uma ferramenta decisiva no enfrentamento da doença. Entre as entrevistadas, 62% afirmaram que conteúdos claros ajudam a compreender a evolução do câncer e as perspectivas de recuperação.
Para Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, o conhecimento deve caminhar lado a lado com o tratamento médico. "A informação útil e de qualidade precisa acompanhar a paciente em todas as etapas da jornada. Compreender as características da doença, esclarecer dúvidas sobre possíveis impactos na rotina diária e manter um diálogo aberto com a equipe de saúde são fatores importantes para que cada mulher participe ativamente das decisões relacionadas ao seu cuidado", afirma.
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Avanços científicos e personalização do cuidado
Os avanços na oncologia transformaram a forma como o câncer de mama é compreendido. Hoje, a ciência reconhece que a doença possui diferentes tipos, subtipos e biomarcadores, o que exige diagnósticos cada vez mais precisos e tratamentos personalizados.
A percepção dessa complexidade é refletida pelas próprias mulheres ouvidas pelo Datafolha:
- 57% das entrevistadas que consideraram importante receber informações claras após o diagnóstico afirmaram que entender como o tipo e o subtipo do câncer influenciam o tratamento foi um dos principais benefícios.
- 48% destacaram a importância de acessar dados que contribuam para discutir as opções terapêuticas diretamente com a equipe médica.
Segundo Danilo Lopes, diretor das áreas médicas de Oncologia e Doenças Raras da AstraZeneca, a tradução do conhecimento científico para linguagem acessível é indispensável para a tomada de decisão compartilhada.
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"Hoje sabemos que o câncer de mama não é uma doença única. Existem três grandes subtipos que nos ajudam a entender como a doença se comporta e qual tratamento pode trazer melhores resultados para cada paciente. Mas o conhecimento avançou ainda mais: dentro desses subtipos, avaliamos biomarcadores que revelam características específicas de cada tumor. Por isso, exames cada vez mais sofisticados têm ganhado importância, como a biópsia líquida, que permite acompanhar alterações da doença ao longo do tempo de forma menos invasiva e com informações que podem auxiliar a tomada de decisão médica", explica.
