Descarte irregular de canetas emagrecedoras põe em risco catadores de lixo
O avanço na venda de canetas emagrecedoras no Brasil, com quase 700 mil caixas comercializadas mensalmente segundo dados da Anvisa, tem gerado um alerta entre

Descarte irregular de canetas emagrecedoras põe em risco catadores de lixo
O avanço na venda de canetas emagrecedoras no Brasil, com quase 700 mil caixas comercializadas mensalmente segundo dados da Anvisa, tem gerado um alerta entre autoridades e trabalhadores de cooperativas de reciclagem. O motivo é o descarte incorreto desses dispositivos, que frequentemente são jogados no lixo comum com as agulhas acopladas, colocando em risco a integridade física de catadores de materiais recicláveis.
Continua depois da publicidade
Um vídeo gravado por um catador do interior de São Paulo evidenciou o problema ao mostrar agulhas e seringas misturadas ao lixo reciclável. Além do risco físico óbvio de perfuração, o manuseio inadequado expõe os profissionais a riscos biológicos severos. Segundo a infectologista Carla Kobayashi, do Hospital Sírio-Libanês, o contato acidental com esses materiais pode transmitir doenças graves, a exemplo da hepatite B, da hepatite C e do HIV.
O problema é agravado pela falta de instrução aos pacientes. A vendedora Stefany Alves da Silva, que utiliza tirzepatida há quatro meses, relatou que sua médica nunca deu orientações sobre o destino correto do material, limitando-se a tampar a agulha e descartá-la no lixo comum.
Para evitar acidentes e contaminações, especialistas orientam que o usuário não retire a agulha da ponta da caneta ou seringa.
Continua depois da publicidade
O procedimento correto consiste em juntar os itens dentro de um recipiente rígido, como uma embalagem plástica de amaciante de roupas ou um pote de sorvete ou vidro. Quando o recipiente estiver cheio, deve ser bem tampado, vedado com fita adesiva e identificado externamente como "material perfurocortante" antes de ser entregue em pontos de coleta adequados, como unidades de saúde ou farmácias.
