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Dr Lucas Carneiro alerta para os limites das cirurgias plásticas combinadas

Cirurgião plástico explica quando dividir procedimentos pode reduzir riscos e por que o planejamento deve ser individual

9 min

08/09/2026 10:50 • Atualizado há 4 dias

Dr Lucas Carneiro alerta para os limites das cirurgias plásticas combinadas

Realizar mais de uma cirurgia plástica no mesmo momento pode parecer uma forma prática de concentrar procedimentos e recuperação. A decisão, porém, envolve fatores que vão além da conveniência. Condições clínicas, extensão das áreas operadas, complexidade das intervenções, tempo previsto de cirurgia e estrutura hospitalar precisam ser considerados antes de definir quais procedimentos poderão ser associados.

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O tema ganhou ainda mais relevância em São Paulo com as diretrizes do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo para cirurgias plásticas eletivas extensas, múltiplas ou combinadas. A Resolução nº 400/2026 estabeleceu critérios relacionados ao tempo cirúrgico e reforçou a necessidade de avaliar individualmente os riscos envolvidos.

Para o cirurgião plástico Dr. Lucas Franco Mendes Carneiro, a duração da operação importa mas é apenas uma das variáveis que precisam ser observadas.

“Quando falamos em segurança, não estamos tratando apenas do tempo de cirurgia. É preciso considerar a qualificação do cirurgião, a equipe, o local onde o procedimento será realizado, as medidas de prevenção de trombose e toda a assistência no pós-operatório. São diferentes cuidados que precisam funcionar em conjunto.”

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Mommy Makeover e os limites das cirurgias combinadas

Entre as situações em que a associação de procedimentos pode ser considerada está o chamado Mommy Makeover, expressão utilizada para reunir cirurgias destinadas a tratar determinadas alterações corporais após a gestação e a amamentação.

Não se trata de uma técnica única. De acordo com as necessidades de cada mulher, o planejamento pode envolver cirurgia das mamas, abdominoplastia e lipoaspiração, sem que isso signifique realizar todas as intervenções no mesmo ato.

As transformações provocadas pela gravidez também não devem ser tratadas automaticamente como problemas a serem corrigidos. Alterações mamárias, excesso de pele abdominal e diástase dos músculos reto-abdominais podem surgir em diferentes intensidades e ter impactos distintos no conforto, na rotina e na percepção do próprio corpo.

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“A gestação é uma experiência muito importante na vida da mulher, mas pode deixar mudanças corporais que passam a incomodá-la. Não se trata de dizer que toda alteração precisa ser corrigida. O primeiro passo é compreender aquilo que realmente causa desconforto e avaliar, com critério, o que faz sentido tratar.”

Entre essas alterações está a diástase, caracterizada pelo afastamento dos músculos retos do abdômen. Exercícios podem contribuir para fortalecer a parede abdominal e melhorar a postura, mas a extensão do quadro e suas repercussões precisam ser avaliadas individualmente.

O porte das intervenções também interfere no planejamento. Uma cirurgia mamária de menor duração exige uma estratégia diferente de uma redução mamária extensa associada ao tratamento do abdômen e à lipoaspiração de outras regiões.

A Resolução nº 400/2026 do Cremesp determina que, em cirurgias plásticas eletivas, não seja inicialmente agendado um ato cirúrgico com previsão igual ou superior a seis horas, salvo situações excepcionais devidamente justificadas. A norma também prevê o fracionamento dos procedimentos quando tecnicamente possível e adequado ao caso.

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“Existe uma tendência natural de a paciente querer resolver tudo em um único momento, porque isso facilita a organização da vida, da família e da recuperação. Mas existem situações em que dividir o planejamento é mais prudente. Fazemos uma primeira etapa e, depois da recuperação adequada, avaliamos o procedimento complementar.”

Pacientes interessadas em procedimentos semelhantes podem apresentar anatomia, histórico clínico e necessidades muito diferentes. Por isso, o número de cirurgias não deve ser analisado isoladamente.

Segurança começa antes do centro cirúrgico

Histórico de saúde, exames, avaliação clínica, escolha do profissional e organização do pós-operatório fazem parte de uma cirurgia antes mesmo da anestesia.

Entre os riscos que precisam ser avaliados está o tromboembolismo venoso. As estratégias de prevenção variam conforme o perfil da paciente e o porte do procedimento.

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“Existem cuidados que começam ainda no ambiente cirúrgico e continuam depois da alta. Em todos os casos, utilizamos meias elásticas compressivas, compressão intermitente dos membros inferiores (Sequell) e, quando há indicação médica, profilaxia farmacológica. No pós-operatório, movimentação adequada e hidratação também integram essa prevenção.”

Medicamentos para prevenção de trombose dependem de indicação individual. Durante a recuperação, alterações como dor incomum em uma das panturrilhas, aumento de volume unilateral ou mudanças súbitas devem ser comunicadas à equipe responsável imediatamente.

A intenção não é transformar o pós-operatório em um período de vigilância constante, mas permitir que a paciente compreenda o que pode fazer parte da recuperação e quando uma manifestação merece avaliação profissional.

Método PPP organiza a jornada da cirurgia plástica

A percepção de que muitas dúvidas surgem antes e depois do centro cirúrgico levou o Dr. Lucas Carneiro a desenvolver o Método Plástica para Pacientes, apresentado como Método PPP. A sigla organiza a jornada em três etapas: Planejamento, Procedimento e Pós-operatório.

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De caráter educacional, a iniciativa reúne informações sobre escolha do profissional, preparação física e emocional, rotina hospitalar, recuperação e reconhecimento de sinais que devem ser comunicados à equipe médica.

Segundo o Dr. Lucas Carneiro, a proposta nasceu da observação de que parte das inseguranças e medos das pacientes estava relacionada ao desconhecimento sobre o que aconteceria em cada fase.

“Eu percebi que muitas dificuldades surgiam da falta de informação ao longo da jornada. Quando a paciente compreende o que precisa observar antes, durante e depois, consegue participar do processo com mais consciência e também entende melhor quando precisa procurar a equipe.”

No Planejamento, entram questões que antecedem a cirurgia, como a escolha do cirurgião plástico, indicação, expectativas, exames e organização da rotina para o período de recuperação.

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A etapa do Procedimento reúne informações relacionadas à internação e ao ambiente hospitalar. Já o Pós-operatório concentra orientações sobre recuperação, limitações temporárias, acompanhamento e alterações que podem exigir avaliação médica.

“O medo está muito relacionado à falta de informação. Quando a paciente sabe qual será o próximo passo, ela consegue se preparar para ele. Isso não significa eliminar o receio nem afirmar que não existem riscos. Significa permitir que a pessoa entenda melhor o processo que decidiu enfrentar.”

O Método PPP não substitui consulta, avaliação clínica ou acompanhamento individual. A proposta é organizar informações que ajudem a paciente a compreender a jornada cirúrgica e a participar das decisões de forma mais consciente e segura.

Escolha do profissional também envolve confiança e expectativa

As redes sociais ampliaram o acesso a conteúdos sobre cirurgia plástica, mas popularidade digital, número de seguidores e imagens publicadas não permitem, isoladamente, avaliar a formação e a qualificação de quem realizará um procedimento.

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“A pergunta mais importante é quem você escolheria para cuidar da sua saúde enquanto estivesse anestesiada. A confiança não deve nascer apenas da presença nas redes. A paciente precisa conhecer a formação do profissional, entender onde ele atua e perceber se existe abertura para conversar sobre riscos, limites e expectativas de maneira transparente.”

No caso da cirurgia plástica, o registro profissional (CRM) e o Registro de Qualificação de Especialista, o RQE, permitem verificar a especialidade registrada pelo médico.

A relação de confiança também envolve reconhecer quando não é o momento de operar. O desejo por uma mudança física pode surgir durante períodos de separação, conflitos pessoais ou fragilidade emocional, quando expectativas que ultrapassam os limites de uma cirurgia acabam sendo depositadas no procedimento.

“Há pacientes que chegam em momentos delicados e acreditam que uma mudança física poderá resolver questões que não estão propriamente no corpo. Precisamos entender o momento daquela pessoa, aquilo que realmente a incomoda e o que ela espera alcançar. Algumas vezes, a conduta mais responsável é não operar e reavaliar futuramente.”

Esse alinhamento é especialmente importante porque cirurgia plástica não permite promessa de resultado. Anatomia, cicatrização, condições clínicas e resposta individual do organismo também influenciam o processo.

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O pós-operatório precisa caber na vida real

Uma recuperação adequada depende também de condições práticas para respeitar as limitações temporárias impostas pela cirurgia.

Para mães de crianças pequenas, por exemplo, carregar o filho no colo, assumir tarefas domésticas ou retornar rapidamente a determinadas responsabilidades pode ser incompatível com as orientações do período pós-operatório.

“É necessário conhecer a realidade daquela paciente. Quem poderá ajudá-la? Como será a rotina com os filhos? Quais responsabilidades ela assume em casa? Algumas mulheres precisam organizar essa dinâmica antes da cirurgia para conseguir atravessar o período de recuperação com mais tranquilidade.”

A rede de apoio, portanto, integra o planejamento. O mesmo vale para trabalho, deslocamentos e prática de exercícios.

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Nos procedimentos realizados após a maternidade, peso, amamentação e planejamento reprodutivo também influenciam a escolha do momento da cirurgia. Oscilações significativas de peso podem modificar os tecidos, enquanto, nas mamas, é necessário considerar o período de estabilização após o término da amamentação.

“Depois que a amamentação termina completamente, é importante dar tempo para que a produção de leite cesse e para que a mama estabilize seu volume. Só então conseguimos avaliar com maior precisão quais alterações permaneceram e qual tratamento pode ser considerado.”

Quando há intenção concreta de uma nova gestação em um futuro próximo, procedimentos destinados a tratar alterações decorrentes da gravidez tendem a ser adiados. A decisão deve considerar o planejamento familiar e as características de cada paciente.

Informação não elimina riscos, mas qualifica decisões

Nenhuma cirurgia é completamente isenta de riscos. Da mesma forma, abordar cirurgia plástica apenas pelo medo não contribui para uma escolha esclarecida.

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Uma decisão consciente pressupõe compreender possibilidades, limitações, riscos, estrutura necessária e exigências da recuperação. Isso também ajuda a afastar a ideia de que realizar mais intervenções representa necessariamente um planejamento melhor.

“Não podemos prometer um resultado nem garantir que tudo acontecerá exatamente como previsto. O que podemos oferecer é uma condução responsável, com planejamento, técnica, acompanhamento e transparência sobre aquilo que é possível alcançar. A paciente precisa compreender onde está colocando a própria saúde e por que tomou aquela decisão.”

Nas cirurgias combinadas, essa reflexão ganha ainda mais importância. A possibilidade de associar procedimentos não significa que essa seja sempre a alternativa mais adequada. Em determinados casos, realizar uma etapa, permitir a recuperação do organismo e prosseguir posteriormente pode ser a escolha mais prudente.

Quem é o Dr. Lucas Carneiro

O Dr. Lucas Franco Mendes Carneiro nasceu em São Paulo e cresceu em uma família ligada à Medicina. Filho de cardiologista, acompanhou desde cedo a rotina profissional do pai e encontrou nessa convivência uma das influências para seguir a mesma profissão.

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Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC e direcionou sua trajetória para a área cirúrgica. Após a graduação, realizou residência em Cirurgia Geral, período em que teve contato com diferentes especialidades e níveis de complexidade no atendimento cirúrgico. Na sequência, concluiu a residência em Cirurgia Plástica e consquistou o Título de Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Sua formação também incluiu uma experiência acadêmica no DKFZ, Centro Alemão de Pesquisa em Câncer, em Heidelberg, na Alemanha. O período ampliou seu contato com pesquisa e estrutura médica internacional e, segundo o Dr. Lucas, também reforçou sua percepção sobre a importância da proximidade com a paciente.

Atua há mais de 15 anos em cirurgia plástica facial e corporal, integra o corpo clínico do Hospital Albert Einstein e desenvolveu o Método Plástica para Pacientes, conhecido como Método PPP, iniciativa educacional que organiza informações sobre planejamento, procedimento e pós-operatório em cirurgia plástica.

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Na prática clínica, Dr. Lucas também valoriza a escuta das expectativas, do contexto familiar e do momento emocional de quem procura uma cirurgia. Para ele, esse olhar faz parte da avaliação médica e pode significar tanto indicar um procedimento quanto reconhecer quando adiá-lo é a decisão mais adequada.

Dr. Lucas Franco Mendes Carneiro

Médico – Cirurgião Plástico

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CRM/SP: 136.298 - RQE: 50531 e 50532

Instagram: @drlucascarneiro

Website: https://www.lucascarneiro.com.br

• Deep Plane Facelift — https://www.lucascarneiro.com.br/facelift

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• Mommy Makeover — https://www.lucascarneiro.com.br/mommy-makeover

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