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Dra. Bruna Teles explica como o laser transformou o tratamento de varizes

Cirurgiã vascular em Brasília detalha o papel do ultrassom, as indicações da técnica e os cuidados para uma recuperação

8 min

18/10/2026 15:15 • Atualizado há 4 horas

Dra. Bruna Teles explica como o laser transformou o tratamento de varizes

TV NOTÍCIAS ASSESSORIA DE IMPRENSA- BRASIL NEWS

O tratamento de varizes passou por transformações importantes com a incorporação de tecnologias que permitem cuidar de veias comprometidas sem a necessidade de removê-las cirurgicamente em determinados casos. Entre essas alternativas está o laser endovenoso, técnica minimamente invasiva que pode proporcionar uma recuperação mais rápida e reduzir o período de afastamento das atividades habituais. Apesar dos avanços, a indicação depende de uma avaliação individualizada, já que nem todas as alterações venosas exigem o mesmo tipo de intervenção.

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A possibilidade de uma recuperação menos prolongada é especialmente relevante para quem convive com sintomas como sensação de peso, cansaço e desconforto nas pernas, mas encontra dificuldades para conciliar o tratamento com o trabalho e os compromissos familiares. Para a Dra. Bruna Teles, cirurgiã vascular que atua em Brasília, no Distrito Federal, os recursos tecnológicos ampliaram as alternativas de cuidado, principalmente quando associados a exames capazes de identificar alterações na circulação.

Como funciona o tratamento de varizes com laser?

O laser endovenoso utiliza uma fibra óptica introduzida na veia comprometida para aplicar energia térmica e provocar seu fechamento. Com isso, o sangue deixa de circular pelo vaso tratado e segue por outras veias funcionais. Diferentemente da cirurgia convencional de retirada da veia, a técnica permite tratar determinados quadros sem a necessidade de extrair o vaso.

Um dos recursos utilizados no planejamento e na realização do procedimento é o ultrassom Doppler, exame que permite avaliar o fluxo sanguíneo e identificar alterações como o refluxo venoso, situação em que o sangue circula na direção inadequada. O exame também auxilia o médico a acompanhar o posicionamento da fibra durante a intervenção.

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Bruna destaca que os avanços no diagnóstico por imagem transformaram a maneira de investigar as doenças venosas, permitindo identificar alterações que nem sempre são perceptíveis no exame físico.

“Com o advento do ultrassom, conseguimos identificar veias que antes passavam despercebidas a olho nu. Antigamente, o paciente era examinado em pé, e o cirurgião observava quais veias eram visíveis ou podiam ser identificadas pelo toque. Se o cirurgião identificasse uma veia doente, ela era tratada; caso contrário, permanecia sem tratamento. A ecografia mudou a cirurgia vascular porque, a partir dali, conseguimos visualizar as estruturas com mais precisão. Com o laser, houve outro avanço: além de visualizar a veia, passamos a conseguir tratá-la por dentro”, explica.

A escolha pelo tratamento a laser, entretanto, deve seguir critérios clínicos bem definidos. A localização das varizes, o calibre das veias, a presença de refluxo venoso e as condições gerais de saúde do paciente são fatores fundamentais para determinar a técnica mais adequada. Outras abordagens, como a escleroterapia e o laser transdérmico, modalidade de laser aplicada sobre a pele cuja energia atravessa a superfície cutânea para atingir os vasos, também podem ser indicadas, dependendo das características de cada caso. É importante destacar que o fato de um procedimento ser menos invasivo não significa, necessariamente, que ele seja a melhor opção para todos os pacientes. O tratamento deve ser individualizado, considerando as particularidades da doença venosa e as necessidades de cada pessoa.

Recuperação após o laser: quando é possível voltar à rotina?

O período de recuperação está entre as principais preocupações de quem precisa tratar varizes. Para muitos pacientes, a possibilidade de interromper o trabalho por vários dias ou reorganizar responsabilidades familiares pode pesar na decisão de realizar o procedimento.

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As técnicas minimamente invasivas podem reduzir o trauma nos tecidos em comparação com determinadas cirurgias convencionais, favorecendo o retorno gradual às atividades. Ainda assim, o tempo necessário varia conforme a extensão do tratamento, as características clínicas individuais e o tipo de esforço exigido na rotina.

Na experiência da médica, alguns pacientes conseguem retomar compromissos profissionais poucos dias após o laser. Bruna observa que essa possibilidade tem especial relevância para pessoas que não dispõem de longos períodos de afastamento.

“A principal vantagem do tratamento por laser hoje é a recuperação acelerada. Eu atendo muitos empresários, muitos profissionais liberais que não podem parar. Eles não têm mais o luxo de ficar quarenta dias dentro de casa, com as pernas para cima”, afirma.

A cirurgiã também relata casos de retorno a determinadas atividades físicas entre sete e dez dias depois do tratamento. Esses períodos, contudo, não representam uma previsão universal. A liberação depende da evolução individual e das orientações médicas, sobretudo quando a rotina envolve esforço físico intenso ou permanência prolongada na mesma posição.

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Embora o laser geralmente dispense incisões maiores, podem ocorrer dor, hematomas, alterações temporárias de sensibilidade e outras complicações. Por isso, o procedimento não deve ser interpretado como isento de riscos.

Quais cuidados são necessários após o tratamento?

A recuperação exige atenção às recomendações específicas de cada procedimento. O uso de meias de compressão faz parte dessas orientações em muitos casos, especialmente para auxiliar no controle do desconforto e do inchaço. A necessidade, o tipo de meia e o período de utilização devem ser definidos de acordo com o quadro clínico.

Outro aspecto importante é respeitar o ritmo de retomada das atividades. Embora a movimentação precoce seja frequentemente recomendada após procedimentos venosos, o retorno aos exercícios e aos esforços mais intensos precisa considerar a técnica utilizada e a resposta do organismo.

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Bruna considera que os avanços tecnológicos tornaram essa etapa menos prolongada em muitos casos, sem eliminar a importância dos cuidados posteriores.

“Atualmente, a recuperação se baseia em dois pilares principais. O primeiro é o uso de meias de compressão após o procedimento. Isso não mudou. É a mesma coisa de sempre, porque as meias ajudam muito. O segundo é a mobilização precoce. Quanto mais rápido o paciente se movimenta, mais rápido seu organismo se recupera”, explica.

Mesmo quando a recuperação ocorre sem intercorrências, é importante observar possíveis alterações. Dor intensa ou progressiva, inchaço acentuado e outros sintomas inesperados devem ser comunicados à equipe responsável. Manifestações como falta de ar ou dor no peito exigem atendimento médico imediato.

A segurança do tratamento envolve, portanto, não apenas a execução da técnica, mas também uma criteriosa avaliação anterior ao procedimento, a orientação adequada e o acompanhamento posterior.

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As varizes podem voltar depois do tratamento?

Uma das dúvidas mais comuns entre os pacientes é se o tratamento impede definitivamente o aparecimento de novas varizes. A resposta depende da evolução da doença venosa, que pode apresentar caráter crônico e sofrer influência de fatores hereditários, hormonais e do envelhecimento.

O laser permite tratar veias comprometidas, mas não elimina a predisposição individual ao desenvolvimento de novas alterações. Por esse motivo, a melhora obtida com o procedimento não dispensa o acompanhamento ao longo dos anos.

Para a Dra. Bruna, alinhar as expectativas desde o início é parte importante do cuidado. Além de explicar as possibilidades de tratamento, é necessário esclarecer que a saúde vascular exige atenção contínua.

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“O que é realista é o controle da doença. O que eu trabalho muito com as pacientes são duas coisas: a conscientização da importância da fase de ataque, em que a gente tem um momento mais trabalhoso, e depois da manutenção”, afirma.

A fase de ataque mencionada pela médica corresponde à etapa inicial e mais intensa do planejamento terapêutico, voltada ao tratamento das alterações identificadas. Já a manutenção envolve cuidados e acompanhamento posteriores, que podem variar de acordo com a evolução da doença e as necessidades individuais.

O acompanhamento pode incluir reavaliações periódicas, orientações relacionadas à atividade física e medidas destinadas ao controle dos sintomas, conforme a necessidade de cada pessoa. Fortalecer a musculatura das panturrilhas, por exemplo, pode favorecer o retorno venoso, já que sua contração auxilia o deslocamento do sangue das pernas em direção ao coração.

Também é importante compreender que as varizes não representam apenas uma preocupação estética. Em alguns pacientes, a doença pode provocar desconforto persistente, alterações na pele e complicações potencialmente graves, como a temida trombose venosa, que ocorre com maior frequência em pessoas que apresentam varizes grossas. Dessa forma, a evolução das técnicas amplia as alternativas disponíveis, mas não substitui o diagnóstico adequado. Conhecer as possibilidades, os limites de cada procedimento e a importância do acompanhamento ajuda a construir expectativas realistas e decisões mais conscientes sobre a saúde vascular.

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Dessa forma, a evolução das técnicas amplia as alternativas disponíveis, mas não substitui o diagnóstico adequado. Conhecer as possibilidades, os limites de cada procedimento e a importância do acompanhamento ajuda a construir expectativas realistas e decisões mais conscientes sobre a saúde vascular.

Quem é Dra. Bruna Teles

Natural de Brasília, a Dra. Bruna Stéfany Bento de Sousa Teles ingressou aos 17 anos no curso de Medicina da Universidade de Brasília (UnB). Ainda durante a graduação, iniciou sua trajetória na pesquisa clínica, participando de projetos desenvolvidos em colaboração com pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Posteriormente, concluiu residências em Cirurgia Geral e Cirurgia Vascular e aprofundou sua formação acadêmica com o doutorado em Ciências Médicas pela UnB, cuja tese foi defendida em 2026.

Sua experiência profissional reúne assistência hospitalar, pesquisa científica e atuação na área de cirurgia vascular. Integra a equipe do Hospital de Base do Distrito Federal, instituição onde também realizou parte de sua formação, e possui experiência na coordenação do Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF).

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É também sócia-fundadora da Ventté Clinic, em Brasília, clínica na qual desenvolve sua atuação com foco na saúde vascular e no tratamento de doenças venosas, especialmente varizes. Na criação do espaço, buscou integrar recursos tecnológicos a uma proposta de atendimento que valoriza a escuta, a compreensão da rotina e o acompanhamento individualizado.

Para a médica, cuidar da saúde vascular vai além do tratamento das doenças. Significa compreender a história, as preocupações e as expectativas de cada pessoa, reconhecendo que, por trás de cada diagnóstico, existe uma realidade única. Essa visão orienta sua prática, aliando conhecimento científico, avaliação clínica criteriosa e atenção individualizada. Em um cenário de constantes avanços tecnológicos, a especialista ressalta que a verdadeira evolução da medicina não está apenas na sofisticação dos procedimentos, mas na capacidade de transformar a inovação em benefícios reais para os pacientes. Afinal, mais importante do que a tecnologia utilizada é a diferença que o tratamento pode fazer na saúde, no bem-estar e na qualidade de vida de quem recebe o cuidado.

Dra. Bruna Stéfany Bento de Sousa Teles CRM-DF 23.468 | RQE 19.303 — Cirurgia Vascular Ventté Clinic — Brasília (DF)

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Vestido branco: Hugo Moreira | ⁠Terno Branco: Hay Torres | ⁠Centro Cirúrgico: Filipe Vaz

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Crédito: Créditos para : TV NOTÍCIAS ASSESSORIA DE IMPRENSA- BRASIL NEWS

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