Enfisema pulmonar: entenda o diagnóstico de Pedro Bial
A revelação recente do jornalista e apresentador Pedro Bial, de 68 anos, sobre seu diagnóstico de enfisema pulmonar acendeu um alerta para ex-fumantes em todo

Pedro Bial convive com enfisema pulmonar
Divulgação
A revelação recente do jornalista e apresentador Pedro Bial, de 68 anos, sobre seu diagnóstico de enfisema pulmonar acendeu um alerta para ex-fumantes em todo o país. Bial abandonou o tabagismo há cerca de 18 anos, por volta dos 50, mas ainda lida com os impactos deixados pelo vício.
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O caso ilustra uma das facetas mais perigosas da doença: as sequelas provocadas pelo cigarro continuam silenciosas no organismo e os sintomas clínicos podem surgir muito tempo depois da última tragada.
Segundo o pneumologista e professor de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi (Ânima Educação), Pedro Jorge Furtado de Freitas, o tabaco atua de forma destrutiva nas estruturas mais profundas do aparelho respiratório.
“O enfisema pulmonar é uma destruição dos alvéolos pulmonares, resultando em bolhas no pulmão, e é causado principalmente pelo tabagismo. Os sintomas mais comuns são falta de ar, principalmente quando há esforço, tosse crônica, fadiga e chiado no peito”, afirma o médico.
O que é a DPOC e como identificar os sinais
O enfisema é uma das manifestações mais conhecidas da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), quadro que reduz de forma progressiva a capacidade de oxigenação do corpo.
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Os principais sintomas que merecem investigação clínica incluem:
- Falta de ar (dispneia): perceptível inicialmente durante atividades físicas ou esforços rotineiros, evoluindo para tarefas simples.
- Tosse crônica: com ou sem produção de secreção, persistente por semanas ou meses.
- Fadiga constante e chiado no peito: cansaço desproporcional ao esforço realizado e ruídos ao respirar.
Para fechar o diagnóstico, o médico recorre a exames de imagem (como tomografia de tórax) e à espirometria — teste de função pulmonar que mede o fluxo e a quantidade de ar retida ou expelida pelos pulmões.
“Quando há uma redução da função pulmonar, a gente tem a doença DPOC, que popularmente é conhecida como enfisema”, explica o pneumologista.
Diagnóstico precoce desacelera o avanço
A destruição dos alvéolos pulmonares é irreversível, o que significa que o tecido pulmonar perdido não se regenera. No entanto, o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento são determinantes para preservar a qualidade de vida e frear a perda de fôlego.
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O manejo clínico envolve:
- Cessação definitiva do fumo: o primeiro passo indispensável para impedir agressões adicionais aos brônquios e alvéolos.
- Uso de broncodilatadores: medicações inalatórias que expandem as vias aéreas e facilitam o fluxo de ar.
- Reabilitação pulmonar e vacinação: medidas complementares para prevenir infecções respiratórias graves e fortalecer a musculatura torácica.
A ausência imediata de sintomas ao apagar o último cigarro não garante pulmões imunes a complicações tardias.
“Mesmo que você já tenha parado de fumar há muitos anos, como foi o caso do Pedro Bial, você pode começar a ter sintomas anos depois e ter indicação de iniciar o tratamento, que é para prevenir a progressão da doença. O diagnóstico precoce pode evitar que a doença evolua e piore a falta de ar”, conclui o especialista.
