Equoterapia gratuita da PM atende crianças e jovens em Curitiba
Toda semana, Davi, de 8 anos, tem um compromisso com a equoterapia. O menino tem uma síndrome rara que afeta a parte motora e a fala e há anos utiliza o

Toda semana, Davi, de 8 anos, tem um compromisso com a equoterapia. O menino tem uma síndrome rara que afeta a parte motora e a fala e há anos utiliza o método terapêutico como aliado no desenvolvimento.
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As sessões são realizadas na sede do Regimento de Polícia Montada da Polícia Militar do Paraná, em Curitiba. O serviço é oferecido pela corporação desde a década de 1990 e atualmente também está disponível gratuitamente à população.
No início, o atendimento era destinado apenas a dependentes de policiais militares, como Davi. Hoje, sete cavalos são utilizados nas atividades.
Como funciona a equoterapia
A equoterapia utiliza o contato e os movimentos do cavalo como parte do acompanhamento dos pacientes. Segundo o sargento Aquino, da Cavalaria da Polícia Militar, o trabalho pode envolver aspectos motores, cognitivos e comportamentais.
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“A Equoterapia terapia assistida por equinos. Ela ajuda no desenvolvimento motor, no desenvolvimento neuropsicomotor e o cavalo ele ajuda tanto na parte física quanto comportamental.”
O policial também destaca a relação criada entre o paciente e o animal durante as sessões.
“Ele consegue formar um vínculo com o paciente e o paciente acaba melhorando por essa questão, que é do cavalo mesmo.”
Os atendimentos acontecem todos os dias, nos períodos da manhã e da tarde. Cinco equipes da Polícia Militar acompanham os pacientes e, em média, são realizados 175 atendimentos por semana.
Como conseguir atendimento
Para participar, é necessário fazer um cadastro e apresentar encaminhamento médico. Atualmente, há uma lista de espera.
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Segundo a Polícia Militar, a prioridade é para pessoas de baixa renda, especialmente aquelas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico.
“Quando nós vamos cadastrar esses pacientes interessados no atendimento aqui nós damos preferência para aqueles que têm CadÚnico, que têm menos oportunidade de pagar em outros locais que têm atendimento particular”, explicou o sargento Aquino.
Todos os pacientes atendidos chegam ao serviço com encaminhamento médico.
“Era um sonho realizado”
A equoterapia também faz parte da rotina de Victor, de 18 anos, que tem uma síndrome neurodegenerativa.
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Segundo a mãe, Ely Silva Usler, o atendimento proporcionou melhorias no equilíbrio e na coordenação motora do jovem e tornou possível um tratamento que a família não teria condições de pagar.
“Equoterapia traz muitos benefícios para ele? Sim, eu vejo muita diferença. É gratificante, muito, muito mesmo.”
Ely conta que já conhecia os possíveis benefícios da terapia para a condição do filho e desejava que ele tivesse acesso ao tratamento.
“Para mim era um sonho que ele conseguisse fazer a equoterapia, porque eu sabia dos benefícios que a equoterapia tem para a doença dele, que é uma doença que infelizmente ela vai fazendo com que ele perca os movimentos, a coordenação. Então, para mim era um sonho que ele fizesse terapia. E é um sonho realizado”, disse.
Como ajudar Davi
Além do acompanhamento com equoterapia, a família de Davi está arrecadando recursos para uma cirurgia.
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Segundo a mãe do menino, R$ 6,9 mil já foram arrecadados, mas o procedimento tem custo estimado em R$ 85 mil.
Quem quiser contribuir pode acessar a vaquinha criada para ajudar a família.
