Erasto Gaertner, em Curitiba, testa distribuição de remédios contra câncer
Novo modelo prevê 23 medicamentos de alto custo, ampliação de 35% e atendimento a cerca de 112 mil pacientes.
O Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, é uma das instituições escolhidas pelo Ministério da Saúde para testar um novo modelo de acesso a medicamentos de alto custo contra o câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa prevê ampliar em 35% a oferta de tratamentos oncológicos na rede pública, com a disponibilização de 23 medicamentos e a expectativa de beneficiar cerca de 112 mil pacientes em todo o Brasil.
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Nesta quinta-feira (15), o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, visitou o hospital para acompanhar a implantação do projeto-piloto da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco).
O Erasto Gaertner é o único hospital do Paraná entre os 13 serviços selecionados para a fase de testes, que envolve instituições de seis estados e do Distrito Federal.
Referência no tratamento do câncer, o hospital é mantido pela Liga Paranaense de Combate ao Câncer e possui habilitação como Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON), incluindo atendimento em oncologia pediátrica.
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Como vai funcionar o novo acesso a medicamentos contra o câncer pelo SUS?
A AF-Onco busca reorganizar a compra, a distribuição e o acesso a medicamentos oncológicos de alto custo na rede pública.
O Ministério da Saúde passará a financiar e organizar a aquisição dos tratamentos por três modalidades:
- Compra centralizada pelo Ministério da Saúde;
- Negociação nacional de preços;
- Aquisição descentralizada de medicamentos.
O objetivo é ampliar a oferta de tratamentos, reduzir dificuldades de acesso e melhorar a organização da assistência farmacêutica.
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O projeto-piloto também vai testar sistemas de autorização dos tratamentos, registros de informações e centrais de diluição de medicamentos.
Quais medicamentos contra o câncer serão oferecidos pelo SUS?
A estratégia prevê a ampliação do acesso a 23 medicamentos oncológicos de alto custo.
Segundo o Ministério da Saúde, três medicamentos já foram adquiridos:
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- Rituximabe;
- Lanreotida;
- Trastuzumabe.
O cronograma também prevê a oferta de medicamentos como abemaciclibe, brigatinibe, olaparibe, pembrolizumabe, nivolumabe e carfilzomibe.
Para novembro, estão previstos, entre outros, asciminibe, betadinutuximabe, brentuximabe vedotina, durvalumabe e larotrectinibe.
Os tratamentos contemplam diferentes tipos de câncer, incluindo mama, pulmão, leucemias, linfomas e mieloma múltiplo.
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A disponibilização seguirá o cronograma de implantação do novo modelo.
Erasto Gaertner participa dos testes desde outubro
O Hospital Erasto Gaertner começou a participar do projeto-piloto no início de outubro, após uma oficina de implementação realizada nos dias 1º e 2.
Desde então, equipes da instituição trabalham na definição dos novos procedimentos administrativos e assistenciais, incluindo o registro de informações e a autorização prévia dos tratamentos.
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Os profissionais também recebem capacitação para utilizar os sistemas da AF-Onco.
Na próxima semana, o hospital deve apresentar os fluxos elaborados à Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba e à Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa).
A experiência das instituições participantes será utilizada para aperfeiçoar o modelo antes da expansão nacional.
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Ministério da Saúde prevê R$ 3,9 bilhões para medicamentos em 2027
O Ministério da Saúde reservou R$ 3,9 bilhões para a Assistência Farmacêutica em Oncologia em 2027.
O investimento anterior em medicamentos oncológicos girava em torno de R$ 1 bilhão.
A ampliação dos recursos faz parte da estratégia para aumentar o acesso a tratamentos modernos e de alto custo contra o câncer pelo SUS em todo o país.
