EUA aprovam novo remédio para tratamento do Parkinson
Um novo medicamento aprovado nos EUA pode representar um avanço no tratamento ao Parkinson. Segundo o médico geriatra Márcio Kanda, a medicação, chamada

Novo remédio para doença de Parkinson é aprovado nos EUA
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Um novo medicamento aprovado nos EUA pode representar um avanço no tratamento ao Parkinson. Segundo o médico geriatra Márcio Kanda, a medicação, chamada tavapadon, atua imitando parte da ação da dopamina, neurotransmissor que se torna deficiente no cérebro de quem tem a condição. A principal inovação do fármaco consiste em agir de maneira seletiva sobre os receptores D1 e D5, diferenciando-se dos agonistas dopaminérgicos tradicionais, que focam nos receptores D2 e D3.
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Estudos de fase 3 indicam melhora dos sintomas motores e da funcionalidade, inclusive com aumento do período de boa resposta motora quando associado à levodopa. Contudo, o especialista ressalta que se trata de uma nova alternativa de tratamento e não de uma cura, sendo necessários estudos comparativos diretos para determinar eventuais vantagens sobre os medicamentos já existentes.
"É importante destacar, porém, que estamos diante de uma nova opção de tratamento, e não de uma cura para o Parkinson", afirma Márcio Kanda.
Impactos da doença e o cuidado geriátrico
O Parkinson é uma condição neurológica progressiva que abrange manifestações motoras — como lentidão, rigidez, tremores e alterações de equilíbrio — e sintomas não motores de grande impacto na qualidade de vida.
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Entre eles estão distúrbios do sono, constipação, alterações urinárias, depressão, ansiedade e dificuldades cognitivas, que elevam o risco de quedas e perda de autonomia.
Na avaliação de pacientes idosos, a prescrição de tratamentos dopaminérgicos exige cautela redobrada. Efeitos adversos como tontura e hipotensão ortostática demandam revisão de todo o esquema terapêutico para evitar quedas e internações.
"No idoso, não basta perguntar se a medicação melhorou o tremor ou a rigidez. Precisamos saber se aquela pessoa continua caminhando com segurança, se apresentou tontura ao levantar, se caiu, se está mais sonolenta ou confusa e se consegue manter suas atividades cotidianas", destaca o médico geriatra. O cuidado integral busca equilibrar o controle sintomático com a preservação da mobilidade e da independência.
